Não posso pensar que minha sina
É vingança do nosso pai lá do céu
Quero crer que são consequências
Das escolhas que eu mesmo fiz.
O homem é assim, se chove forte,
Fica chateado, reclama, quer fina.
Se a fruta é bem azeda, quer é mel.
Não cuida assim das más influencias...
Ainda diz: fiz assim porque eu quis!
Resultado: quer vida, mas vem a morte.
Mesmo que eu não queira tudo passa
Não temos controle do tempo, do sol,
Velozmente os acontecimentos se vão
Num raio de uma luz que logo apaga,
Fica apenas tristemente a lembrança...
O resto se vai ao infinito como fumaça.
Na imensidão do cosmo, no arrebol!
Corta corpo, alma e dilacera o coração,
Que ao pensar a mente derrete e vaga,
E
no fim, apenas a bendita esperança.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 11.09.09
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