segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Calango Cego

 

Os calangos eram bonitos, verdes, vistosos...

Andavam ali pelas veredas elegantemente!

E eu a persegui-los em caminhos pedregosos,

Vibrando sempre na caçada, mas ofegantemente.

 

Tinha até um que morava no quintal da vovó,

E que apelidamos de compadre Tijubina!

Coisa própria de menino, imaginação e só...

Afora uma quantidade na casa de tia Umbelina.

 

Nós temíamos apenas um, o calango cego!

Fino, liso e rápido demais! Esse era perigoso!

Particularmente eu mijava de medo, não nego...

 

Pois eu sabia que o bicho feio, era venenoso.

O restante a gente resolvia com uma baladeira!

Sempre no pescoço, pra nós, a arma verdadeira.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 22.06.09

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