Velo por ti toda a noite, bela minha!
Olho-te a contemplar como em visão,
De deuses a embriagarem-se em vinha,
E perco-me, em transe, na contemplação!
Prendam-me com cadeias, pois me mato,
Não consigo compreender tanta beleza...
Na escuridão fecham-se as cortinas do ato,
É quando posso meditar em tua singeleza!
Cavalgo em cavalo baio, como se diz da morte,
Trago as rugas infernais, na minha alma a sorte,
De nunca ter a esperança da tal de felicidade!
Que desde minha meninice, lá na minha cidade,
Desejei de todo o meu coração, ardentemente!
Cavalgando nos devaneios de infante mente...
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 23.03.11
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