quinta-feira, 8 de agosto de 2024

Cavalgando

 

Velo por ti toda a noite, bela minha!

Olho-te a contemplar como em visão,

De deuses a embriagarem-se em vinha,

E perco-me, em transe, na contemplação!

 

Prendam-me com cadeias, pois me mato,

Não consigo compreender tanta beleza...

Na escuridão fecham-se as cortinas do ato,

É quando posso meditar em tua singeleza!

 

Cavalgo em cavalo baio, como se diz da morte,

Trago as rugas infernais, na minha alma a sorte,

De nunca ter a esperança da tal de felicidade!

 

Que desde minha meninice, lá na minha cidade,

Desejei de todo o meu coração, ardentemente!

Cavalgando nos devaneios de infante mente...

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 23.03.11

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