Chego à entrada da minha terra máter, feliz,
Olhando tudo e cheirando o chão feito calango...
Havia dez anos eu parti, virei um vil candango!
E todo esse tempo não pude fazer o que quis.
Há na memória, sempre, a vista linda da serra,
O cheiro que vinha das minhas matas queridas...
Ao longe ouvia bezerros e umas vacas paridas!
O choro em brisa mansa que o coração encerra.
Hoje caminho assim, como um rude rio que divide...
De um lado está uma tristeza eterna da partida!
E do outro uma solidão, amarga, do fruto da vide.
Uma única certeza: Todo dia uma lágrima é vertida.
Não quero que seja utopia ou uma simples ilusão,
Sepultem aqui o meu corpo, e lá enterrem o coração.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 19.02.2012
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