segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Cambaleando...

 

Vivo uma vida assim... Cambaleando e chorando,

Pelas ruas, vielas e avenidas do meu sentimento,

Trazendo no peito a dor de quem vai até orando,

Mas sem muita comoção positiva no pensamento.

 

Vida miserável, essa vida! Maldita àquela hora.

Em que desembarquei neste planeta enlouquecido,

Onde um miserável de um morador triste implora,

Bocado de arroz, um copo de leite, pão envelhecido.

 

Cambaleando vou vendo tantas vezes a mesma cena,

O velho coração já não aguenta mais de muita pena,

Até no amor... Há de se implorar perdão, um beijo!

 

Ai Lucidez, luzes do alvorecer, como eu te desejo.

Pesadelo infernal que não tem fim e eu cambaleando!

Não de sono, nem de embriagues, de puro desengano.

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