No calor do dia ensolarado
Lá pras banda da minha feitoria
Era um menino robusto, danado
No cajueiro embalado eu subia.
Só pra tomar um bom vento
Não era tempo ainda de caju
E aquele pé de caju era lento
Estava em flor e já o outro nu.
Mas era pequeno o cajueiro
E um mistério que o cercava
Plantado próximo a um bueiro
Mais fruto que os outros ele
dava.
Ah! Meus bons tempos de menino!
Nunca andava com medo ou
tristonho
Que me lembre, magrinho, bem
fino!
Com o cajueiro sempre em meu
sonho
Pensei em nunca deixar de ser
malino...
Pra não virar na vida um ser
medonho.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 15.11.08
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