segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Cajueiro

 

No calor do dia ensolarado

Lá pras banda da minha feitoria

Era um menino robusto, danado

No cajueiro embalado eu subia.

 

Só pra tomar um bom vento

Não era tempo ainda de caju

E aquele pé de caju era lento

Estava em flor e já o outro nu.

 

Mas era pequeno o cajueiro

E um mistério que o cercava

Plantado próximo a um bueiro

Mais fruto que os outros ele dava.

 

Ah! Meus bons tempos de menino!

Nunca andava com medo ou tristonho

Que me lembre, magrinho, bem fino!

 

Com o cajueiro sempre em meu sonho

Pensei em nunca deixar de ser malino...

Pra não virar na vida um ser medonho.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 15.11.08

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