No milharal, a espiga de milho.
Arroz no cacho, coisa linda!
Sem estrada, só um trilho...
E a moça fina na berlinda!
Melão maduro é cheiroso,
Pelo ar o doce aroma!
Um maxixe tão charmoso...
Vivas às roças de Roma!
Quem dera, talvez um dia,
O céu já meio vermelho...
A lua em cima, mais fria,
E a chuva no chão, um espelho!
A linda roça um verde só,
Fome, não! Nunca mais!
Sorrisos muitos, sem dó...
Miséria na vida, jamais.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 20.03.2012
18:05 (Noite)
[Estilo: Poesia sem verbo] A poesia sem verbo consiste na
construção de um texto poético com a ausência de verbo, sem prejuízo da
mensagem. Ao longo da história, muitos autores exercitaram essa forma de se
fazer poesia sem, no entanto, haver um registro preciso de quem foi o seu
“verdadeiro” criador. Mas vale a pena exercitar.
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