Era ainda madrugadinha e o sol estava por nascer...
Em amargura de alma saí a caminhar sem rumo.
Não queria olhar o céu, tinha medo do alvorecer!
Quanta dor de espírito e em angustia me consumo.
Neguei a mim mesmo toda dor, fui covarde, louco!
Bebi ali néctar de flores, sem mesmo a luz da lua...
Nada dizia, emudeci... E não ouvia, fiquei mouco.
Apenas em visão eu via ao longe... Tu estavas nua.
Havia sobre ti um languido raio de luz, e, quis tê-la...
Pois para mim, que em solidão desfalecia na saudade,
Eras mais do que eu mesmo pude ser em toda a vida!
Do céu, naquele amanhecer, tu eras a última estrela!
Única que fazia sentido no meu perturbador sonho,
Declaro-te, nestes versos, que com amor componho.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 31.01.2012
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