sábado, 3 de agosto de 2024

Again

 

Novamente choro, imploro, bebo o cálix amargo,

Duvido, movido por pura compaixão do amor...

Dou pão ao cão, fugindo do leão e do seu afago,

Sigo sem rumo, fumo a fumaça de intensa dor!

 

Discordo e acordo em plena madrugada deserta,

Descoberta e aberta para um sacramentado céu,

Que hora, fora, é azul, vermelho, em mim desperta

Uma flor, sem cor, sem abelhas, néctar ou mel.

 

Olho o mundo, o fundo de minha alma, a solidão,

A amplidão, clarão de um cosmo belo e eterno...

E o pensamento solto, envolto em toda confusão!

 

Não, mil vezes, não acredito em tal astral inferno!

Acredito, tenho dito, em um Deus Todo Poderoso,

Que é o pilar do lar, do mundo todo, maravilhoso.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 02.03.2013

10h29min [Manhã]

Estilo: Soneto

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