Novamente choro, imploro, bebo o cálix amargo,
Duvido, movido por pura compaixão do amor...
Dou pão ao cão, fugindo do leão e do seu afago,
Sigo sem rumo, fumo a fumaça de intensa dor!
Discordo e acordo em plena madrugada deserta,
Descoberta e aberta para um sacramentado céu,
Que hora, fora, é azul, vermelho, em mim desperta
Uma flor, sem cor, sem abelhas, néctar ou mel.
Olho o mundo, o fundo de minha alma, a solidão,
A amplidão, clarão de um cosmo belo e eterno...
E o pensamento solto, envolto em toda confusão!
Não, mil vezes, não acredito em tal astral inferno!
Acredito, tenho dito, em um Deus Todo Poderoso,
Que é o pilar do lar, do mundo todo, maravilhoso.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 02.03.2013
10h29min [Manhã]
Estilo: Soneto
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