Cidade natal da vida de
um sonhador, de um aventureiro...
Foi lá do lado baixo da
cidade antiga feitoria que
nasci. O mundo ganhava
mais um...
A feliz infância também
passei nesta cidade, brincando
em cima das árvores e to-
mando banho no açude, beben-
do água do poço... indo à
roça... caçando passarinho...
Ah quanta saudade dos
idos tempos que não
voltam mais...
Agricolândia a verdadeira
vida estava em ti...
Tens histórias belas
de travessuras de menino
que hoje é um homem
mas que não as esqueceu
Hoje um poeta... mas
ainda sonhador...
lembranças de ti não
faltam!
Agricolândia pureza das
cidades do interior...
estás viva em meu peito
tenho por ti muito amor.
(15/05/84 – Teresina – PI)
Agricolândia II
Na paz que sempre tive, embaixo de tuas asas,
Transporto-me sempre, em aconchego inerte...
Às vezes lá no alto da serra, sozinho, sem casas!
Lá na lagoa das nêgas, que água mais não verte.
Ou simplesmente no meu antigo pé de tuturubá...
Na ladeira, em frente à casinha do Raimundo Bento!
Que eu subia com meus primos sem pestanejar...
Só para encher a boca da fruta e tomar muito vento!
Coisas boas do tempo em que tu eras bem pacata...
Lamparina acesa em cima da mesa, lampião a gás!
A procissão passando devagar, o padre de alpargata!
Mais de cinco décadas já deixaste hoje para trás...
Mas nos corações dos teus filhos serás assim eterna,
Terra encantada! Agricolândia, mãe sempre fraterna!
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 29.12.2014
22h39min [noite]
Estilo: Soneto
Nenhum comentário:
Postar um comentário