sábado, 3 de agosto de 2024

Agricolândia I & Agricolândia II

 

Cidade natal da vida de

um sonhador, de um aventureiro...

 

Foi lá do lado baixo da

cidade antiga feitoria que

nasci. O mundo ganhava

mais um...

 

A feliz infância também

passei nesta cidade, brincando

em cima das árvores e to-

mando banho no açude, beben-

do água do poço... indo à

roça... caçando passarinho...

 

Ah quanta saudade dos

idos tempos que não

voltam mais...

Agricolândia a verdadeira

vida estava em ti...

 

Tens histórias belas

de travessuras de menino

que hoje é um homem

mas que não as esqueceu

 

Hoje um poeta... mas

ainda sonhador...

lembranças de ti não

faltam!

 

Agricolândia pureza das

cidades do interior...

estás viva em meu peito

tenho por ti muito amor.

 

(15/05/84 – Teresina – PI)

Agricolândia II

 

Na paz que sempre tive, embaixo de tuas asas,

Transporto-me sempre, em aconchego inerte...

Às vezes lá no alto da serra, sozinho, sem casas!

Lá na lagoa das nêgas, que água mais não verte.

 

Ou simplesmente no meu antigo pé de tuturubá...

Na ladeira, em frente à casinha do Raimundo Bento!

Que eu subia com meus primos sem pestanejar...

Só para encher a boca da fruta e tomar muito vento!

 

Coisas boas do tempo em que tu eras bem pacata...

Lamparina acesa em cima da mesa, lampião a gás!

A procissão passando devagar, o padre de alpargata!

 

Mais de cinco décadas já deixaste hoje para trás...

Mas nos corações dos teus filhos serás assim eterna,

Terra encantada! Agricolândia, mãe sempre fraterna!

 

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 29.12.2014

22h39min [noite]

Estilo: Soneto


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