Te amo sem intenção de amar,
É um amor doloso, mas não culposo.
Te odeio sem intenção de odiar!
É um ódio doloso, mas não culposo.
Te quero não com intenção de querer!
É um querer doloso, mas não culposo.
Te desejo não com intenção de desejar!
É um desejo doloso, mas não culposo.
Te sinto não com intenção de sentir!
É um sentir doloso, mas não culposo.
Te olho não com intenção de te ver!
É um olhar doloso, mas não culposo.
Te admiro não com intenção de te exaltar!
É uma admiração dolosa, mas não culposa.
Te grito não com intenção de ser ouvido!
É um grito doloso, mas não culposo.
Te acuso não com intenção de te condenar!
É uma acusação dolosa, mas não culposa.
Te condeno não com intenção de te eternizar!
É um condenar doloso, mas não culposo.
Te ouço não com intenção de te atender!
É um ouvir doloso, mas não culposo.
(Poesia para meu interior, onde o galo
canta e o pinto pia, minha eternamente
F E I T O R I (A), «hoje Agricolândia».
(Grande coisa! Não sei qual a pior!).
25.04.2008
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