sábado, 3 de agosto de 2024

Amor, Doloso Amor!

 

Te amo sem intenção de amar,

É um amor doloso, mas não culposo.

 

Te odeio sem intenção de odiar!

É um ódio doloso, mas não culposo.

 

Te quero não com intenção de querer!

É um querer doloso, mas não culposo.

 

Te desejo não com intenção de desejar!

É um desejo doloso, mas não culposo.

 

Te sinto não com intenção de sentir!

É um sentir doloso, mas não culposo.

 

Te olho não com intenção de te ver!

É um olhar doloso, mas não culposo.

 

Te admiro não com intenção de te exaltar!

É uma admiração dolosa, mas não culposa.

 

Te grito não com intenção de ser ouvido!

É um grito doloso, mas não culposo.

 

Te acuso não com intenção de te condenar!

É uma acusação dolosa, mas não culposa.

 

Te condeno não com intenção de te eternizar!

É um condenar doloso, mas não culposo.

 

Te ouço não com intenção de te atender!

É um ouvir doloso, mas não culposo.

 

(Poesia para meu interior, onde o galo

canta e o pinto pia, minha eternamente

F E I T O R I (A), «hoje Agricolândia».

(Grande coisa! Não sei qual a pior!).

 

25.04.2008

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