sábado, 3 de agosto de 2024

Anoitecer

 

[À Sônia Barradas dos meus tempos de menino na feitoria]

Minhas noites mal dormidas me fazem refletir...

Onde foram parar os sonhos que eu sonhava,

Se na imensidão da noite não consigo dormir!

Vou então olhar o céu e amar a estrela d’alva...

 

Fico a admirar todas as estrelas, mas amo só ela,

Pois ela se destaca das outras... É bem diferente!

Não chora de saudades, como eu, não é carente...

É apenas ela mesma... Às vezes a vejo da janela!

 

Parece que para a vida inteira está ali sorrindo...

Ah! Anoitecer que para mim é hoje um mistério!

Sono derradeiro que parece nunca está vindo...

 

Apenas num piscar, estremeço, fico mudo, sério!

Sem querer a perco de vista e me acelera o coração...

Quando a vejo, está brilhando mais... Que emoção.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 08.04.2016

10: 11 [Manhã]

Estilo: Soneto   

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