Passo a passos largos pela calçada sem me importar,
Que ao lado, sentada, criança no colo, está a cigana,
Pede minha mão, quer ler o meu futuro, não me engana!
Não sabe nem o dela, que ali está a pedir e suplicar...
Pobre cigana rica! Brincos de ouro, boca a reluzir!
Num sorriso, poucos dentes, mas todos dourados...
Roupas esfarrapadas, apenas disfarces, ouro bordados.
Os maridos nos carrões a espreitar... E elas ali, a pedir.
Estendem a mão, sabem bem o que querem e se não der...
Vêm as pragas, palavrões e em sua língua, muito mais!
De onde veio esse povo? Aqui na terra, quem são os pais?
Para onde está indo? A cigana vai sempre aonde quer!
Num misto de povo Hebreu e de árvores sem suas raízes
Querem transmitir com danças e festas que são felizes.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 29.06.09
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