Ao amigo Pr. Emilson Reis
Eu passo em
passos
lentos pela
estrada,
Na manhã de
primavera
ensolarada,
Vejo ao
longe, um carro,
para e
continua...
Abandonando
um
cãozinho
solto à rua.
É mui triste
a cena e
não tão
rotineira,
Chamou-me a
atenção
a sorte
derradeira,
Do
filhotinho alegre
de latido
triste...
Gente sem
coração no
mundo ainda
existe.
Sigo a
caminhar e ele
logo me
acompanha,
É doce,
meigo, peludo
é cheio de manha.
Segue-me um
pouco e
logo fica lá
atrás,
Vou na
caminhada e
já não o
vejo mais.
Voltei na
mesma estrada,
da minha
caminhada,
De muito
longe ouvi o
latido já da
cachorrada...
Três grande
pit buls
presos pelas
grades,
Mas babando
até,
No instinto
de maldades.
E vi não
surpreso, que
para o
cãozinho a sorte,
Trouxe-lhe
por um
atropelamento,
a morte!
E eu fiquei
a meditar
sobre a tal
“liberdade...”
Quais dos
cães estavam
livres de
verdade?
O que fora
abandonado e
estava morto
agora,
Ou os cães
presos, protegidos
dos perigos
cá de fora?
O que parece
mesmo
ser uma
terrível prisão,
Serve na
verdade é de
uma boa
cerca de proteção.
Assim é a
lei de Deus!
Não está
dizendo apenas, não!
É o Pai
falando com muito
carinho ao
nosso coração,
Meu filho,
muito mais na terra
do que o teu
bom criador,
Sou o que
salva, o que livra,
O que ama,
sou teu protetor.
Poeta Camilo
Martins
Aqui, hoje,
14.01.09
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