segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Até hoje não esqueço

 

o cantá do sapo,

[ o sapo cururu ],

na madrugada,

do meu sonho nu...

canto que não

se entende e não

se sabe se é mesmo

...ou é o som  do

próprio estômago

digerindo a vida

da outra que se foi,

ou rindo à toa de

barriga cheia,

[ como fazem os

mendigos ]

caçoando da triste

e derradeira sorte

lagartixóide, sem

amenos pensar

no seu próprio

d e s t i n o.

 

Poeta Camilo Martins

21.11.2009

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