o cantá do sapo,
[ o sapo cururu ],
na madrugada,
do meu sonho nu...
canto que não
se entende e não
se sabe se é mesmo
...ou é o som do
próprio estômago
digerindo a vida
da outra que se foi,
ou rindo à toa de
barriga cheia,
[ como fazem os
mendigos ]
caçoando da triste
e derradeira sorte
lagartixóide, sem
amenos pensar
no seu próprio
d e s t i n o.
Poeta Camilo Martins
21.11.2009
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