- O que fazes aqui Nero, de Roma?
Não estais satisfeito com o fogo?
Ou quereis agora que ele coma
O incomível... Qual é o teu jogo?
- Já sei, quereis ver do âmago materno,
Qual será tua origem, se do mel ou fel!
Se viestes do mais profundo inferno,
Ou das bandas do norte lá do céu.
- Maldito és tu, filho ingrato, rei cruel,
Desembarcastes no planeta errado!
Vou pedir hoje mesmo ao papai Noel,
Que não te dê presentes, és um desgraçado.
- Quando olhei, foi com espanto que vi,
Um bêbado conversando em prosa...
E fitando bem, depois foi que percebi,
Na mão um prego e na outra uma rosa...
Com dedo em riste falava e com raiva
A uma estátua bem no meio da praça,
Do conselheiro José Antônio Saraiva!
- Fiquei muito desapontado e sem graça.
O que faz o álcool subindo a cabeça...
Pensei, tira do homem a boa razão.
E por mais vezes que isso aconteça,
Torna a fazer, nunca tem noção. (?)
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 24.11.08
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