Bendito o
dia de tua chegada
Bendito
aquele que te recebe
Bendita a
mão que te acaricia
Bendita a
boca que te beijar.
Bendito o
coração contente
Bendito o
peito inerte e quente
Bendita a
voz que te chamar
Bendita a
hora da tua partida
Bendito seja
quem bendito for
Bendito foi
o que te fez feliz
Bendita a
terra que te viu parir
Bendita a
lua que te olhou nascer
Bendito o
tempo que não passa
Bendito os
bois sonolentos
Bendita a
roda que emperra
Bendita a
raiva que isso dá
Bendito o moinho
que não mói
Bendito o
fruto desse trabalho
Bendita a
farinha que não terá
Bendita a
fome de cada dia
Bendito o
golpe traiçoeiro
Bendito o
triste que se foi
Bendita a
morte derradeira
Bendita a
sorte da madeira
Bendito os
sete palmos de gleba
Bendito o
sono que será profundo
Bendita a
profundeza tranquila
Bendita seja
a eternidade, amém.
Poeta Camilo
Martins
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