Nas lutas, labutas...
Vivendo o viver,
Por viver, sem vida,
Triste destino,
Na ponta do mundo.
Convivendo com a dor,
Na boca o amargor...
Sem forças para o amor.
Botsuana, quem vê sabe
É África, não se engana!
Dá muita dó e aflição,
As vidas mal vividas...
Esqueléticas e famintas,
Do pai, da mãe e filhos...
Tantas dores divididas.
Na alma do mundo,
No continente ao léu...
Pensamento profundo!
Qual a decisão do céu,
Deste viver sem rumo?
Sente o fragor da morte,
Na brisa mansa e fria...
E o sol do meio dia!
Tempestade de areia,
Mas que pobre sorte!
Botsuana, quem sabe,
Em um futuro próximo,
No alvorecer do sol,
Possas renascer criança,
Num vale de esperança.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 13.05.09
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