sábado, 3 de agosto de 2024

Acsicnarf

 

Tu és uma infeliz, que se travestiu de anjo,

Te mostravas frágil, nas palavras mansas...

Corpo débil! Ao olhar-te minha testa franjo!

Desconfio das intenções, sem mais transas...

 

Queres mesmo o inferno! Peço por ti perdão,

Humilhas-me, queres me ver assim arrasado!

Sem problemas, já sei, não tens mesmo coração!

Maldita hora que não é da morte! Eu acusado...

 

A sofrer de um mal que nunca, sequer causei!

Alma maldosa a tua, a se aproveitar da minha,

Deixa estar, o que te vai acontecer, eu não sei...

 

Mas o mau sempre tem a paga, e tu não tinha

O direito de me acusar sem causa e sem razão...

Foi-se nossa amizade, dei adeus à nossa relação.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 12.10.2012

20:34 [Noite]

Estilo: Soneto

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