Tu és uma infeliz, que se travestiu de anjo,
Te mostravas frágil, nas palavras mansas...
Corpo débil! Ao olhar-te minha testa franjo!
Desconfio das intenções, sem mais transas...
Queres mesmo o inferno! Peço por ti perdão,
Humilhas-me, queres me ver assim arrasado!
Sem problemas, já sei, não tens mesmo coração!
Maldita hora que não é da morte! Eu acusado...
A sofrer de um mal que nunca, sequer causei!
Alma maldosa a tua, a se aproveitar da minha,
Deixa estar, o que te vai acontecer, eu não sei...
Mas o mau sempre tem a paga, e tu não tinha
O direito de me acusar sem causa e sem razão...
Foi-se nossa amizade, dei adeus à nossa relação.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 12.10.2012
20:34 [Noite]
Estilo: Soneto
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