Falhar no ato
E atar falhando
De farfalhar dizendo
Que é bom não falhar
De falho só ato
Sem boato de farfalhão
Pois é na falha que se vê
A coisa bem falhada.
Sem dizer que falharia
Fica sem sentido mesmo
Entender a falhacao.
E é assim que não
Podemos mais pensar
Em falharismo, sem
Colocar que isso
Não existe e é puro
Falhartanismo barato.
E muito feio no ato
Falhar... Colocaria em
Risco o cisco, no aprisco
A pobre ovelha falhenta.
Bom mesmo e ver se
Não há falha na palha,
Na pele da santa Filomena.
Eu falho, tu falha, ele falha,
Nós falhamos, vos falhais e
Todos pagam pelo rombo.
Eu esqueço, tu esqueces,
Todos se lascam e e ato falho.
Fatalhidade do ato que não
Desata o no da portuguezanca.
Desesperado falhatorio que
Não desbanca a ignorância.
E um talho na talha da falha,
Geológica ou não, crucial
E nupcial que se falha
Já era o tudo mais dos dois.
E jogar falharina no ventilador.
Que só e dor quando falha.
Isso e filha da falha na
Contracepção da canção
Ou poesia sem nexo ou
Sexo na gravidade da falha...
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 09.10.08
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