segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Atenas

 

Foi se, o vigor da minha juventude, em plena primavera,

Passou veloz feito estrela cadente, em noite enluarada!

Embebedei me em fantasias loucas e em vão eu quisera,

Beber o cálix da vaidade, da felicidade, na madrugada...

 

Ah! O destino sorriu de mim, zombou de minha decepção,

Calou, no fundo de minha alma, o desejo que me consumia!

E a verdade, logo engoli, seco, perdi em segundos o chão.

Jamais senti tanto pavor! Pés, mãos, o corpo todo tremia!

 

Deus, clamei em alta voz, tirai-me deste pesadelo infernal!

Por que, se me deste a vida, deixai-a ir sem que eu a viva?

Oh, não! No auge de minha florada... Vida sem rumo, banal.

 

Elevo os pensamentos em alucinações profundas... Soltas!

Profecia?! Quero que você, neste mundo, para nada sirva!?

Sempre, desgraças vêm a galope e alegrias em conta gotas.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 23.04.2012

17:16 [Tarde]

Estilo: Soneto

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