segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Belíssima

 

Como és bela, meu amor, como és!

Quando te olho vem-me um encanto,

E fito em ti dois faróis, como anéis...  

Ligados à alma, derramando pranto.

 

E no canto que eu canto és a flor,

Que jamais imaginei em cultivar,

Pois era assim de tão grande valor,

Eu sempre de uma pobreza milenar...

 

Apenas fico a meditar em tua beleza,

Perco o fôlego, respiro bem devagar...

Sem um intervalo nem para piscar!

 

Para não perder um minuto a singeleza,

Desse teu corpo esbelto e sem igual...

Que só desperta meu instinto animal.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 23.04.09

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