Como és bela, meu amor, como és!
Quando te olho vem-me um encanto,
E fito em ti dois faróis, como anéis...
Ligados à alma, derramando pranto.
E no canto que eu canto és a flor,
Que jamais imaginei em cultivar,
Pois era assim de tão grande valor,
Eu sempre de uma pobreza milenar...
Apenas fico a meditar em tua beleza,
Perco o fôlego, respiro bem devagar...
Sem um intervalo nem para piscar!
Para não perder um minuto a singeleza,
Desse teu corpo esbelto e sem igual...
Que só desperta meu instinto animal.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 23.04.09
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