À minha querida mãe
Naquela manhã, que eu não sabia como estava,
Ali a minha mãe com o barrigão, a me esperar!
Chegou a hora e ela, nas Dôres, mas muito feliz...
A benção é tão grande que nem o meu verso diz!
Hoje, quando volto àquele lugar e vejo a casinha,
Fico a imaginar aquela cena, mãe Pêda, a vizinha...
Foi quem me pegou nos braços pela primeira vez!
E papai foi lá fora soltar fogos, com estouro de três!
Era a minha chegada e boas-vindas ao milenar mundo,
A expectativa do coração de mamãe ao ver a criança...
O olhar perdido naqueles olhos castanhos de esperança!
Pensar na dedicação em todas as fases... É tão profundo!
E persiste o grande mistério, o amor de mãe, de verdade,
Que nos segue na terra! Sou grato por toda a eternidade.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 12.10.2011
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