segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Boi Selvagem

 

Era uma velha cidade abandonada,

Sem mais os caminhos e trilhas,

Aonde eu ia num ranchinho de nada,

No meio da mata das forquilhas...

 

Aquilo foi da vila tudo o que restou,

Da antiga feitoria que me viu nascer!

Aquela gente que por mim passou,

E subindo nas árvores me viu crescer...

 

Não, não estão mais lá pra me receber,

Sorrir feliz das minhas brincadeiras...

O tempo tudo leva! Agora pude perceber.

 

É um povo estranho subindo as ladeiras,

E eu sou boi selvagem, indiferente a tudo,

Em passos lentos vou ao matadouro, mudo.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 07.10.09

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Não Creio

Esfrego os olhos, disfarço as lágrimas, pergunto a mim mesmo, Onde errei, Deus, para que fosse assim ficando ao léu, louco? E meu sentimento...