domingo, 6 de abril de 2025

Leptisso


Senhor

perdoai

os desgraçados

sem alma

medonha

para sonhar

os sonhos da

vida e ter

e ser e valer

o que pode

valer um

cristão

do vale lindo

no paraíso

imortal

na academia

da vida

eterna

sem fim

nem começo

na imensidão

das galáxias

flutuando o

infinito do

universo

num só verso

sem prosa

ou maldade

sem idade

fragilidade

ou dor

pois na dor

da dor de quem é

mas não está

o terrível é

ser mas não

existir na

mente

na lembrança

dos homens.

Lembro de dois mil e dezesseis


                                (Dois anos... Uma vida!)

Daquela manhã de treze de fevereiro

Até hoje, é muita saudade, ela ali, tão

Linda e eu a admirá-la, todo faceiro...

Vindas e idas, poesias ao vento, amor

A toda prova e no meu coração a dor!

Juro que irei embora, por causa dela,


Uma decisão que não volto atrás...

Lidarei, sim, triste com essa desilusão

Inda que seja doido não vê-la mais...

Antes sonhar com ela, naquela janela

No florir do amor no seu belo coração

E chorar minha mágoa, bem distante!


Meu diamante em lapidação, a vida

Inda vai te mostrar tudo que o amor

Surpreendentemente é capaz de

Trazer de todo o infinito universo... De

Uma flor, uma estrela... Ah, querida!

Ramos de galáxias, só para ti, amor...

Amar-te-ei sempre, e tu, eternamente?


Poeta Carlos Martins

Aqui, hoje, 13.02.2018

13:13 [Tarde]


Lembre se...


                                            À minha amiga Simone Portela

Quando a vida te disser que é tudo em vão...

Lembre se: É melhor ouvir a voz do coração!

Se em escuridão teus pés teimarem em andar,

Lembre se: Um simples vagalume faz enxergar!


Caso olhares em ti e reparar muitas cicatrizes...

Lembre se: Valeu à pena, foram tempos felizes!

Mesmo o coração sangrando de emoção e amor,

Lembre se: Nem sempre é tempo que cura a dor!


Um dia, olhando para trás, e vendo o caminho...

Lembre se: Ninguém disse que era sem espinho!

Se uma profunda mágoa invadir mesmo teu ser,


Lembre se: Um sorriso... Faz uma vida renascer!

E se queres teu pranto, choro e lágrimas acalmar,

Lembre se: Isso só acontece se continuares a amar!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 02.07.2011

Lembrastes de Mim


                            À amiga Dinancy Pires da Silva

Indiferentemente,

mas lembrastes de mim


Insolitamente,

mas lembrastes de mim


Desesperadamente,

mas lembrastes de mim


Sem querer,

mas lembrastes de mim


Perdidamente,

mas lembrastes de mim


Vagamente,

mas lembrastes de mim


Ligeiramente,

mas lembrastes de mim


Depois de muito tempo,

mas lembrastes de mim


E na lembrança, muito vai,

muito vem e vamos nós


Estou feliz,

lembrastes de mim


Sou feliz,

lembrando de ti.


Como se diz:

“amigo é coisa pra se

guardar... No peito”

para sempre!!!!!

Lembranças...


No amanhecer senti teu amor

Lembrei das manhãs que passamos juntos

Senti saudades do teu calor.

E se os quilômetros não fossem muitos

Iria sempre cedinho

Antes do sol raiar

Levando-te uma flor

Ou quem sabe um pouquinho

Deste meu amor

Que tenho guardado com

Carinho pra te dar,

Quisera eu ser um

Pássaro dos mais rápidos

Que tem, para sair

Desta saudade e não

Pensar em mais ninguém

Só em você meu bem

Seria minha felicidade.

(11/02/84 – BH)

Lembranças


Visões do anoitecer

Clarões de luz à meia noite

Luz do alvorecer a

Iluminar o meu passado


Minha mente vai apagando,

Retrocedendo e volta

Tanto que quando brilha

Novamente ainda sonho


Vida minha, oh sofrimento

Eterno de minha alma

Quando ao passado volto

Luzes, o meu ser se acalma


Mas angustiadamente à luz

Da lua na madrugada

De meu ser mergulho

A procura nas matas


Lá na serra, fragmentos felizes

Da infância em minha terra

Mas que distante agora

Aquela vida, se quero sim

Que sempre em mim resida.


Camilo Martins Netto

14/08/91

Leia


Como eras graciosa menina

Lembro-me bem desse tempo

Eu te pegava nos braços

Uma vez deixei você cair...

Depois de um chorinho, tudo passou!

Embalava e cantava pra você dormir,

Lia histórias da bíblia e orava...

E íamos juntos para a igreja.

Infelizmente o destino nos separou cedo,

Assim ficamos menos felizes um pouco!


Lamento o tempo ter passado tão depressa

Indo cada um de nós por um caminho

Mosquita atômica resume bem como eras...

Apelido carinhoso de criança


Mas o tempo não perdoa e nos voamos!

Assim cá estamos nos, eu pai, você mãe...

Rumos que seguimos pela vida a fora

Tantos conflitos, tantas desavenças...

Isso não e tudo o que importa, a vida e bela!

Não podemos desanimar e nem desistir.

Só lembrar que existe um Deus que tudo vê.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 03.12.08

Leão


            [Singela homenagem ao amigo poeta Dr. Assad Bechara]


Quando do bravo sai doçura, à fria luz do luar...

Todo enigma é desvendado sob o sol do deserto!

Apenas montanhas de areia, onde antes era mar,

E a janela do passado, mantendo tudo bem perto!


Tens a verve dos grandes pensadores do mundo,

Nas escritas que transcendem tempo e espaço...

Deixarás este teu legado em infinito e profundo

Arquivo sideral de mentes... Fortes como o aço!


A força de tuas palavras nos músculos da mente,

Na beleza das histórias tão vivas e bem presente,

Nos fazem imaginar a glória de um bem futuro...


És leão amigo da vida inteira, construtor de muro!

Feliz diamante que alegrará a nossa vida eterna...

E assim saborear pra sempre a tua voz tão terna.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 01.09.2016

Lava tua alma

                                 Ao amigo Santos José Gonçalves


Afogar-se em “águas venenosas” para tentar inutilmente

Consertar o que já se estragou por pura e tola escolha...

É tentar amordaçar em plena selva um lobo, solitariamente,

Hoje, lava a tua alma! Começa a escrever uma nova folha.


Levanta os olhos e se do passado tiveres uma visão,

Saberás que não fostes o primeiro a passar por este vale,

O caso do patriarca e rei Davi, foi de cortar o coração...

Mas é preciso que o ser humano suplique e não se cale.


Lavar a alma no sangue do nosso querido Jesus Redentor,

Não há ferida que não sare, apesar das dores e cicatrizes!

Mas é preciso, paciência, perdão mútuo e muito amor.


Infelizmente são próprios do pecador, esses tristes deslizes.

Se existe nesse momento amargura, dor e muitas mágoas,

Calma! Para e pensa. Mas lava a tua alma em outras águas.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 06.07.09

Lara Emanueli


De nobre alma picoense, e, sensível, no trato poético

está Lara Emanueli, a poetisa que traduz sentimentos!

Com a literatura correndo nas veias, sangue magnético

a juntar os corações e unir perfeitamente os fragmentos.


Na harmonia e perfeição da poesia, está o segredo, flor,

galgar as alturas, o infinito, voar além, novos horizontes,

sempre em busca de inspiração, na base sólida do amor!

Aspirar profundo o suave aroma poético em novas fontes.


Vai, borboleta alada da poesia, voa de flor em flor, linda...

Suga o néctar violáceo, pura magia da existência infinda!

O céu é a casa dos poetas, sem mais limites para sonhar,


Ao ultrapassarmos as fronteiras... É lá que vamos morar,

E imortais, estaremos para sempre, outros poetas a inspirar!

Um ciclo sem fim, para essa maravilhosa arte se perpetuar.

Lapso


Quantas poesias dediquei pra ti, minha amada!

À noitinha, pela manhã, na luz da madrugada,

Na beira do riacho, na mata virgem, lá na roça!

E quando à beira mar, naquela linda palhoça...


Não quero nem pensar que foi um triste engano,

Que por toda a minha vida te esperei sem medo,

Numa expectativa de um amor cruel e insano...

Entrelaçado em minha alma, menino, bem cedo!


Pra depois te perder, sem nem mesmo te ter tido,

Apenas de um pavor imenso fui mesmo possuído!

Quando a solidão me disse, por acaso do destino...


És um tolo! Foi, sim, um lapso! Ela nunca te amou!

Veio-me uma languida dor, choro... Ouvi um sino...

A decepção de quem nada mais tinha, tudo acabou.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 03.11.2012

18:43 [Noite]

Estilo: Soneto

Lapso


1. Olho para dentro de meu ser, como vendo o infinito,

2. Na eterna gratidão de um ser que não merece viver,

3. Com uma vida cheia de alegria na alma e no peito,

4. Enquanto ver milhões que não tem esse privilégio.


1. Engulo seco na garganta estrepitoso e surdo grito,

2. Não quero possuir nada nesta vida sem merecer,

3. E cruzar as mãos depois, inerte, em eterno leito...

4. Não seria justo, sem dúvida, seria um sacrilégio.


1. Lapso de um ser supremo que nunca se engana?

2. Não, Ele dá a cada um segundo a sua promessa,

3. Vida, não só aqui na terra, mas no céu também.


1. O engano é meu pensar que Ele vai me dar fama,

2. E para isso eu corro, faço e tenho muita pressa...

3. Nem precisa isso, tudo a seu bom tempo vem!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 09.07.09

Lampedusa


                (Para Lucinete que quando moço nos envolvemos no que parecia ser amor e nunca mais a vi)


Eu sei que no dia que te encontrei, foi quando te perdi...

Maldito momento que voltei o meu olhar ao passado!

Sabedor que sempre fui que nesse dia... Sim, eu morri...

Misturastes teu inebriante veneno ao meu vinho amado!


Atravesso o meu mar com âncora abaixada e no temor,

De chegar ao clímax de minha satisfação e a decepção...

Seja meu cartão de visita, ao avistar longe o meu amor!

Quanta dor! No peito, a tristeza me derrete o coração...


Não, não há furacões, ventanias, tudo está bem calmo!

Assim é o mar traiçoeiro de Lampedusa, só aparência...

E vem a morte feliz, devagar... Bem ali, palmo a palmo!


Deixa estar, terei ao menos tua visão... Tenho paciência,

E a eternidade inteira para com amor eterno te recordar!

Foi o que ficou, posto que fui feito apenas para sonhar!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 26.10.2013

11h04min [Manhã]

Estilo: Soneto

Lama


Em que fundo de poço fui parar, rota cisterna...

Mendigar de ti uma simples e singela fotografia!

Meu coração em amorosa expectativa já ardia...

Jamais imaginei tal negação, de uma alma terna!


O que queres de mim, Deus, que eu morra então,

Revendo meus conceitos em negação de tudo?...

Por uma criatura que basta eu ver, me deixa mudo,

Mesmo eu longe sempre me aparece em visão?...


A luz dos meus olhos a segue a noite toda e de dia,

Incansavelmente pronuncio o seu nome e adormeço,

Em meu momento de lucidez grito que não a mereço!


Mas ali na lama do fundo do meu poço sem alegria,

Choro até secar minhas lágrimas, acordo em prantos,

E toda a realidade que neguei, sela os meus cantos.


Poeta Camilo Martins

Aqui, Hoje, 29.05.2016

09h14min [Noite]

Estilo: Soneto

Lajinhas


Ah! Essa chuva que cai

Com ela o meu pensamento

Muito longe se vai...

Lembro as estradas

Que me levavam

Lá para dentro das matas!

E o cheiro das vacas

Numa boiada sem fim.

Estrada das lajinhas

Curvas, pedras, areia...

Subidas e descidas

E lá vou eu, enfim...

A casa do seu Pedro Lúcio,

Depois já lá nos lageiros

A casa do amigo Benício.

Depois horas a descansar

Suor no rosto a correr!

Bicicleta a pedalar...

Ou passo a passo a andar.

Espingarda nas costas,

Uma onça pode pintar!

Agora eu fico a sorrir,

Das presepadas de então,

Mas a saudade a colorir

No fundo do coração

Essas marcas tão profundas

Lá de dentro do meu sertão.

Lágrimas da lua

 Por que choras linda lua que a noite embeleza?

Belas estrelas e astros tu tens por companhia...

O que te faz derramar lágrimas e causa tristeza?

O sol que sorrateiro chega, te esnoba como fria?


Fostes abandonada pelos casais apaixonados...

Que sob o teu luar declaravam amores eternos?

Será que os violeiros e seresteiros estão calados,

E já não mais há os laços antigos e tão ternos?


- Não! Nada disso, posso afirmar com convicção...

Comoveram-me os versos de um poeta esta noite!

Disse ele que me entregaria todo o seu coração...


Se tão somente eu não fosse embora num açoite!

Escrevia um lindíssimo poema para a sua amada...

Era pra mim! Mas... Já rompia no céu a alvorada!!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 23.11.2011

Lágrimas


Lagrimas que te quero um rio

De águas claras alegria infinda

Tristeza inata presa por um fio

A esperança que seja bem vinda.


Lagrimas não por desamor

Na vida a luta já e demais

Quero ser como uma flor

Ao vento na beira do cais.


Lagrimas que vão ao grande mar

Se juntar a tantas que ali estão

Cansadas talvez de tanto amar...


E não serem correspondidas lá se vão,

Mas se vão tranquilas sem difamar,

Ou magoar, não importa a razão.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 15.11.08

Lagoa das Negas


Doce encantamento

Águas cristalinas

Sonhos de epopeia

Castiçal da vida


E eu que eternamente

Te terei na lida

A paisagem bela

Das águas reluzentes


O farfalhar indelével

Das palhas das palmeiras

E o ronco a sair do trovão

Diziam águas barrentas chegarão


As fantasias que eu criava

Peixinhos dourados e sucuiuius

Sorria muito a admirá-los

Mas dos outros tremia e arrepiava


Mas mesmo assim

Eu ti eu mergulhava

Banho de vida

Para sempre enfim


Ainda hoje

Com muita saudade

E no meu coração

Forte dor

Fico a lembrar-te, os doces momentos

Lábios, Amor e Sentimento


O vento, a chuva, o sol

Água, maresia, a brisa

Mansamente tocando

Nos lábios meus e teus


O coração no peito

Batendo, pulsando

Nas veias da vida

Enquanto há sangue


Quente, frio, vermelho

Azul, transparente, [in]

Color [rindo] o soriso

Dos meus e teus lábios


Ah! Vida minha, tua

Não sei... Tempo, poeira

Solidão que deu certo

Pensamento alérgico


Na vida da vida sem vida

Só é, mas não está, e, só!

Não sei nem como explicar

Tremo diante dos lábios


Murmurantes, sussurrantes

Tremulantes, petrificados

Mas extremamente belos

No tempo do tempo que foi


Para a vida não importa

O tempo, lento, ligeiro

Galopante, supersônico!

Os lábios ficam e dizem


Sem palavras, sem dizer

[nada] se ouve, sem eles, o

coração bater nos lábios de

quem ama simplesmente. ama

ama

porque

sente

a

vida

na

lida

do

tempo

que

foi

mas

deixou

no

peito

a

marca

para

sempre

inexorável

uma

gota

do

próprio

sentimento

que

nunca

desaparece

quando

é

puro

e

verdadeiro

assim

como

as

pedras

que

não

se

vão

com

o

tempo.

Labigó


Diz o menino ao irmão com a voz fanhosa:

Mauro matei uma lapingó! Era verdade.

Mas aquela maneira de ter feito a maldade

Para nós, meninos, não era maravilhosa...


Ficamos a olhar na sua mão o bichinho feio,

E na outra a arma do crime: Uma baladeira!

Que ele, com uma pedrada bem certeira,

Havia, de tantas outras, matado a que veio.


Não achamos, a princípio, graça na brincadeira,

Mas quando ele, com aquela voz, ao irmão falou...

Era tudo que faltava! O Tote sorriu que soluçou!


Labigó era uma lagartixa, estava atrás de uma bananeira.

É ligeira! Fica em cima de uma pedra e a cabeça balança.

Não é fácil acertar, a gente corre e quase sempre não alcança.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 18.06.09

Lá Vem...


Vem A Noite Com Seus Açoites

Vem Chicotadas Sem Fim

Ferindo O Céu E A Terra

Não Posso Ter Dó De Mim


Vem O Vento E A Chuva

Vem Tempestade E A Dor

Relâmpagos E Trovões

Desafeto E Desamor


Lá Vem A Maldita Da Ferida

Que Teima Em Não Mais Sarar

Das Entranhas Do Menino

De Tão Fraco Está A Cair


Lá Vem A Fome No Sertão

Sem Calango Nem Rolinha

Sem Nenhum Grão De Feijão


Lá Vem...Vem...Vem A Morte.

Lá Vem Então A Procissão

Gritando Rezas Sem Fim

Não Se Entende Seu Lamento


Quando A Morte Vem É Assim

Lá Vem Solidão E Mais Tristeza

Sete Palmos Pra Baixo Do Chão

Sem Açoites, Chuva Ou Sol


Descansando Só No Sertão.

Eu Não Queria, Ninguém Quer

Mas Vem Os Dois Palmos De Lenho

Pode Pedir, Pode Chorar

Implorando Ou Não, Sim, Vem.

Lá Vai...

 

Lá Vai Bem Longe Meu Bem

Pra Onde Não Sei Dizer

Espero Que Volte Logo

Pro Meu Povo Inteiro Ver


Que Nosso Amor É Verdadeiro

Feliz É Quem Nele Pode Crer

Lá Vai, Mas Vai Tão Feliz

Se Não Voltar Vou Morrer


Lá Vai Longe Meu Coração

Razão, Sim, De Minha Vida

Já Vai, O Sol Iluminando

Todo O Caminho, Querida.


Lá Vai, Se Esvai, Vai, Não Vai

Lá... Lágrima A Correr Na Face

Longe Vai Formar Meu Oceano

Lá Vai, Vai Lá, Onde Tudo Nasce.


E Assim Mergulhamos Juntos

No Amor Que Em Tudo Crer

Lá Vai... E Indo Assim Feliz Será

Recordações... Ficarão, Mas Vai...

Lá no interior

 

A casinha era daquelas bem simples, lá na baixa...

No quintal tinha um grande brejo, onde o sapo boi,

Ficava numa dúvida interminável, foi, não foi, foi...

A igrejinha, o pé de juá e mãe Pêda trazendo a faixa!


Desce a ladeira, vem pelo caminho até à casa de vovó,

É a parteira que se aproxima para mamãe auxiliar...

Seis de Julho de mil novecentos e sessenta e quatro, o nó

Do cordão vai ser cortado... E ela ainda mais me amar!


Era feitoria, Agricolândia... No Piauí, lá no interior...

Hoje, quarenta e nove anos! O coração bate mais forte!

A saudade é tanta, a luz do passado brilha superior!


Meu pai, minha mãe... Amo em vida, amarei na morte...

Minha cidade, meus amigos... As imagens verdadeiras,

Estarão em minha memória, como folhas de figueiras!!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 06.07.2013

11h09min [Manhã]

Estilo: Soneto

klopliskuit


Um dia,

no dia em que

eu

não mais serei

eu

vomitar-te-ei

da

minha

boca.

para quê

trinta moedas

de ouro

ou

prata?

para quê

encontrar

a arca

sagrada?

o poder?

pular do

pináculo do

templo

no tempo

em

hora

a ser

marcada?

sete - estrela

da alva

serás o alvo

da mira

na vingança

do todo-poderoso.

Klejgharhird


Palimpsesto no cesto

Papirologo no lago

Rio Nilo no Egito

Múmia solta e um grito.


Arqueólogo escavando

Tumba Tutancamonica

Um esquife se mexendo

E dentro um bacalhau.


Moedas babilônicas

Com a cara de Nero

Faraó vem reclamando

Com Nabucodonosor.


Hieróglifos bem antigos

Pedras todas já escritas

Pele de carneiro rabiscada

E servindo de embrulho.


Desenhos esqueletocrasticos

Como se fossem letras

Com pinturas rupestres

Dos famosos astrolaptecos.


Napoleão já encontra

O famoso Alexandre

Que de grande só tem

A arrogância Alexandrina.


Osso mais osso osso mais osso

Cabeça cabeça cabeça cabeça

Tronco tronco tronco tronco

Membro membro membro.


Tumba tumba tumba tumba

Múmia múmia múmia múmia

E só o que se ouve todo tempo

Todo tempo e o que se ouve.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 11.01.09

Karline


Olhando teus olhos aguçados de falcão,

Penso no mergulho imenso que se faz...

Como um relâmpago, veloz e fugaz!

À caça de atingir um desejado coração.


Fui presa já desse olhar belo e intenso,

Que na paz de uma tarde a céu aberto...

Senti tremer as pernas e bem de perto!

Soube loucamente o que é amor imenso.


Mergulhei em mim para assim te conhecer,

Revisei conceitos e procurei me conter...

Mas foi tudo em vão, vi meu chão sacudir!


Que força misteriosa estava a me possuir.

Fiquei inerte e apenas amei intensamente...

Querendo aquela doce tarde, eternamente.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 13.12.2010

Juro


Tenho tentado esquecer aquele dia,

Em que eu te conheci e te amei...

Corpo quente, alma sempre fria!

Sinto que não queria, mas falhei.


Não devia ter te amado tanto assim,

Pois hoje sofro as dores da traição,

Nem em sonho, é o que quis pra mim.

Fui traído pelo meu próprio coração!


Por isso juro nesta hora de desilusão,

Que daqui para frente na minha vida,

Até o momento de minha triste partida,


Não mais amarei como te amei, jamais!

Fizeste em minha vida uma confusão,

De sentimentos vagos que não quero mais.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 03.10.09

José Paraguassú


Da nossa belíssima cidade de Floriano, a princesa do sul,

Veio o grande poeta, compositor e músico, José Paraguassú!

Feito um frondoso pé de figueira, plantado às margens do rio,

Lá está ele produzindo seus frutos, vivendo, vencendo desafio!


Tem a memória especial para compor e cantar, com sua alma,

Traduz o que se passa no coração da gente, sua doce calma,

Nos anima a viver mais alegre e feliz a cada momento da vida!

E ele fica satisfeito ao ver sua sólida carreira assim construída!


Aplausos para você poeta do povo, que compõe belas canções,

E canta e encanta por onde passa, todos os cansados corações,

Revigorando as forças para seguir a vida, com o bálsamo do amor,


Vindo de sua inspiração, cantando a natureza e a beleza de uma flor!

Desde a infância, dedilhando o violão, és mestre nesta arte milenar...

Hás de assim marcar seu nome na história e na história se eternizar.

James


Navegante das letras, sabe bem onde as suas palavras ancorar,

no objetivo de atracar em porto seguro, a sua magnífica literatura!

Acostumado às águas revoltas do seu parnaibano e querido mar!

Herdou sabedoria ancestral e percorreu o rio Igaraçu em aventura!


De olhar sereno e tranquilo, senti ser um homem simples e leal,

Feito o rio Parnaíba, que mansamente corre, no seu leito natural!

És um ser feliz e realizado, tens nas veias o sangue parnaibano,

e a Parnaíba se orgulha do filho ilustre, que a exalta no cotidiano!


Assim é José James Gomes Pereira, na arte jurídica, pós-doutor!

De capacidade extraordinária, decidiu por esse rumo caminhar...

E hoje, como um Sansão, com força descomunal, é um vencedor!


Está na galeria dos benfeitores da humanidade, é desembargador!

Com resistência, persistência e força de vontade, sempre vencerá!

Na sua humildade está o segredo, do alvo, aonde ele queria chegar.

João Alves


Terra de heróis, de homens idealistas, valentes e vencedores!

Assim é o berço mater desse feliz sonhador e todos sabedores,

Que esse imortal, grande intelectual, escritor João Alves Filho,

É mestre na arte de escrever e persegue a meta, segue o trilho!


Homem de bom senso, amante da sua terra e o protetor dos bens,

Certamente teu nome está na galeria dos benfeitores da humanidade,

Pois sabes como poucos, retratar na vida a história com tudo o que tens,

Na alma e no coração, como quem dá a própria vida em prol da cidade!


Comandante cinco estrelas na arte literária desse histórico município,

Conduzes com sapiência as instituições, com amor, desde o princípio!

Vai assim escrevendo e cravando seu nome na história com certeza!


Os passos foram pequenos, os resultados gigantescos e a fortaleza

Erguida sob a égide de um sonho de progresso, nesse sol do equador,

Tendo o arquiteto do universo, como único, construtor e mantenedor.

Joames


Pedra preciosa da literatura de cordel do Brasil,

Joaquim Mendes, Joames, verdadeiro menestrel!

Encravado em um anel de ouro, opala azul anil,

és merecedor de muitos aplausos, vivas e laurel!


Na arte literária do cordel, és completo e genial,

Tens veia poética do grande Homero, da Grécia!

Na composição de versos, com acorde celestial,

chega ao ápice, recebestes do céu essa benécia!


Vais assim vivendo, tendo a visão do rio Parnaíba,

Na enluarada Teresina, desde a casa do cantador,

canta teus encantos, libertas deste teu peito a dor!


Tira da alma a agrura e a saudade de baixo a riba!

Cantarás teus majestosos versos pela eternidade...

Contando a todo o universo, o cordel é a tua felicidade!

Jesus é tudo!


Jesus é luz e também amor,

Na angustia que temos nos dá vigor.

Jesus é água que me faz viver,

Se você a deseja é só obedecer.

Jesus é o rio de água pura,

Ele é calor também ternura.


Jesus é o pão que vem do céu,

Ele é mais dócil, do que o mel.

Já que ele é o rio, quero dele beber,

Para que eu possa então viver.


Jesus é o bom e eterno amigo,

Andando com ele não há perigo.

Jesus quer a você também salvar,


Não tardes então em o aceitar.

Vida eterna ele lhe dará,

Sua promessa não falhará!


(28/09/81)

Jesus


Ele nunca foi coitadinho num berço de palha!

Nasceu poderoso, conforme previu a profecia.

O planeta inteiro tremeu e temeu, Ele só ouvia...

Não cresceu como criança comum, foi sem falha!


Veio com os dias contados! Mas não morreria bebê,

Tinha sim uma missão e planos já bem preparados,

Antes da fundação do mundo, mãos e pés furados!

Ele morreu mesmo, muito antes de na terra nascer.


Nem você, nem eu entendemos, pois é um mistério!

Pensamos como homens, mas Ele sempre foi Deus!

Meus caminhos, diz Ele, não são os caminhos seus.


Toda a humanidade deve seguir Seu doce magistério!

Jesus, o Emanuel, o Cristo! Deus na terra, entre nós!

Maravilhoso conselheiro, dos modernos Jós e Jacós.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 18.01.2012

Jeoseba Corajosa e Ousada

                                [Ao amigo poeta Dr. Assad Bechara]

Quem salva uma vida, salva a humanidade!

Os planos de Deus ninguém pode mudar...

Jeoseba é mulher sábia e conhece a Jeová!

Tem seu nome escrito pra toda a eternidade!


Profundamente temente a Deus e conhecia

os conflitos do reino e a má índole de Atalia,

que matava os descendentes do rei Acazias,

e dos caminhos do altíssimo, mentes vazias!


Corajosa e em risco da própria vida, Jeoseba

rouba e ali no templo esconde o filho do rei...

Joás, o único a preservar a linhagem de Judá!


Disse no seu coração, ao Deus eterno bendirei!

E assim Jeoseba preserva a vida do ancestral

Jesus, para o bem do seu povo, elimina o mal.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 10.08.2023

16h02min [Tarde]

Estilo:

Jaspe


Amor, é certo, eu não te reconheço em meus dias...

Eras tão doce na primavera, em meio ao jardim!

Uma flor singela e pura! A exalar perfume te ias...

Não tinhas ciúmes da rosa, orquídea ou do jasmim!


Quando foi que te tornastes das borboletas o algoz?!

Nunca te imaginei na vida como sendo uma ibicella!

Que na beleza, escondias tua verdadeira face atroz...

E atrás de toda delicada alma, estava uma procela!


Por isso muitas vezes vi o beija-flor a se abroquelar...

O medo a invadir-lhes o peito e um pranto a roborar,

Na angustia de quem vê profundo um ser disfarçado!


E eu que te tinha como uma pedra preciosa de jaspe...

Querida, estava como um pobre animal que é caçado!

Um descuido e eu pousava em tua sagaz e voraz haste.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 12.10.2012

11:04 [Manhã]

Estilo: Soneto

Jasmins


Sou na vida aqui uma aquarela,

Colorida mas abstrata numa tela.

Faltam flores, pássaros, perfume,

Sobram olhares pérfidos de ciúme.


O que quero tens, mas não me dás,

E nesta angustia olhando para trás,

Vejo amores e em quadros a solidão,

De um vazio pintado em amplidão...


Sou como essa pintura disforme e bela,

Que no espaço sideral flutua e apela...

Quero de volta os meus passos lentos,


Ao observar jasmins de pensamentos!

E desabrochando as flores nas pinturas,

Refazer assim de Deus as lindas criaturas!


Poeta Camilo Martins

04.04.2010

Janela do passado


Estou fechando a janela do passado, definitivamente!

Foram em vão minhas tentativas de reabri-las, pena...

O fiz descuidado, confesso, como que institivamente!

Passado é só para os poetas que vivem a vida plena...


Não para mim, não sou poeta! Sou interplanetário...

De um infinito espaço sideral, não sei nem o começo!

Quis resgatar os que não tiveram infância, fui solitário...

Pobres miseráveis sem memória! Não mais os conheço!


Fecho a janela do passado para não mais me aborrecer,

Não achar nos odes das lembranças gotas para me morrer.

Fui um tolo, imaginei que o mesmo sentimento em mim,


Fosse o de todos com quem vivi e amei um dia... E assim...

Fecho com lágrimas a janela do passado, mas sem mágoas,

Sentimentos não se fabricam... Eles nascem como as águas.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 05.08.2014

20h13min [Noite]

Estilo: Soneto

Janela aberta...

  [Ao meu saudoso pai, José Martins, vivo faria hoje [2023] 97 anos, mas há 17 anos partiu fora do combinado]


Quando me bate a saudade, abro a janela do passado,

Na imensidão das lembranças que pelos anos eu juntei...

Talvez não coubesse numa estrela e eu aqui já cansado,

Contando as lágrimas, pois se vai tudo que eu já amei!


Da ponte velha, em Teresina, vejo ao longe, o velho rio,

Vai arrastando tudo o que encontra, inclusive minha dor...

Distante, o Parnaíba encontra o rio Poty e formam um trio,

Os dois lindos rios e a minha dor... De saudade, de amor!


Ah! Janela que se abriu e nunca se fecha é ferida aberta...

Não cura e nem cicatriza! Como no rio aqueles remansos,

Chega mesmo a matar quem não está bem atento ou alerta!


Viajo assim em V, feito lá nos céus aqueles belos gansos...

Mas sem guia... Apenas as tristes ou alegres recordações!

Oh! Janela aberta da saudade, algoz de todas as gerações.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 05.01.2017

16h08min [Tarde]

Estilo: Soneto

Jamais te Esquecerei!


Te olhando assim

De um jeito sorrateiro

Te amando assim

De um jeito derradeiro

Penso mesmo em como eras

Antes de te conhecer.

Eu não via tuas belezas

Teus ares eu não respirava

E não podia teu aconchego

Sentir e em teus braços

Muito menos me entregar

De um jeito matuto e sincero.

Não tinha como imaginar

As matas como são belas

As serras esplendidas, azuis

E o sol a esconder-se atrás

Majestoso e belo, imponente

E muito capaz de tudo dourar...

Até que um dia de verão, desses

Bem quentes do sertão eu nasci.

Ali naquela casinha de adobe,

Ao lado da igrejinha, quase

Embaixo do pé de juá...buááá!!

Foi o primeiro choro e choro ainda!

Oh! Agricolândia! Tal qual

O mar que jamais secará

O céu azul que não descolorirá

O sol brilhante que não se apagará

Eu nunca hei de em minha vida

Esquecer-te e nem depois dela.

Já é Madrugada

 Nós não amamos

Não nos olhamos

Já é madrugada

E até agora, nada!

Já é madrugada

Logo a passarada

Começara a cantar

E nós a nos amar...

Não sei, só sei

Que não amei...

Já é madrugada

E você mergulhada

Em sono profundo


E eu só no mundo

Fiquei na vontade

Amor na metade!

Desejo contido


Beijo escondido

Alta madrugada

Alma tragada...

Jamais imaginei


Onde foi que errei?

Amor, mil perdoes

Ou quem sabe, milhões!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 11.04.09

Ivan Camilo

(Singela homenagem ao meu saudoso e querido primo

Ivan Mendes Lima que partiu fora do combinado)


De um semblante sempre calmo e tranquilo, sorriso solto,

Contador de estórias, de vida leve e feliz, bem humorado,

Distribuidor de alegrias, só com a maldade ele era revolto!

Cheio de dons e desenvolvia como quem tinha doutorado!


Nascemos juntos, na nossa querida feitoria e ali crescemos...

Brincando, caçando passarinhos, pescando e vivendo feliz!

Quando jovens ainda, nos separamos, não nos esquecemos...

Os corações andando juntos, como o destino sempre o quis!

Há poucos dias, pelo WhatsApp, ele mandou uma declaração,


Dizia ali que era da nossa grande amizade, uma renovação...

Respondi: Nossa amizade é eterna, você está no meu coração!

E completei, como quem sonha, amo você, desde que nasceu!


Hoje, com lágrimas, escrevo este soneto... Vendo o rosto seu...

Posto que de forma tão trágica... Meu amado primo faleceu.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 25.12.2020

11h25min [Manhã]

Estilo: Soneto

Itamar Costa

 Almas iluminadas de fulgor sideral sempre vem à terra,

E nessa abertura especial do céu, nos chega de presente,

Para combater o bom combate literário, em santa guerra,

Pessoa especial que vê, ouve com sensibilidade e sente!


Assim nos veio este ser, das boas terras de Alto Longá,

Juntando pedra com mar, os pais o batizaram de ITAMAR!

O sangue da literatura nas veias, corre forte ao coração,

Tal qual Esculápio, deus grego da medicina, em oblação!


És o sábio eco das vozes de escritores, poetas e contistas!

Que trilham com altivez, o caminho rumo a imortalidade...

Aparando arestas, como o artesão, em pedras de ametistas!


Dá para ver em teu rosto ao vento, toda a tua doce felicidade,

Segue assim teu destino, ora cuidando dos corações, assim,

Outras escrevendo e presidindo... Em um labutar sem fim!

It is...

 Não, eu não entendo esse mistério...

Há um amor dentro desse nosso amor!

Olho-te encafifado e muito sério...

Na imensidão desse desértico calor!


O que acontece entre a lua e o coração?...

Quanto mais penso em não mais te amar,

É profundo e flutuo em pleno solo lunar...

Fico sem rumo e sonho em mera ilusão!


Esse é o mistério que persigo por toda vida,

Todos os passos que dou pra frente em subida,

São os mesmos que me trazem pra ti, de volta!


E nessa intensa luta de mim mesmo em revolta,

Trago-te no peito, então, o meu ardente desejo...

Desisto, quero unir minha alma à tua num beijo!

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 30.04.2011

Isso é a vida?

 

Sorrisos, lágrimas

confissões

tapas

beijos

palavras doces

olhar

ser

não

saber,

traições

morrer

volver

tudo

mentiras, vidas

despedaçadas

carentes

nada

falsidade, roubos

assassinatos

incestos

transe

Iria Consolar

 

Se eu soubesse onde ela mora,

Iria perguntar bem baixinho,

Ao seu ouvido, um segredinho:

Porque vive triste e tanto chora?


E choro incontido e continuado,

Como quem chora em desespero!

O que perdeu...(?) Deus do esmero.

Estou até aflito também, já suado...


Vejo as lágrimas rolando ao chão...

Formam grotas a correr ligeiro,

Eu queria nesta hora ser o primeiro,


A consolar, seu sentimento e coração.

Ah! Se ao menos sonhasse, iria consolar,

Aquela bela mulher, que eu só quero amar!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 16.07.09

Invocacion


Na paz que não tenho no meu silêncio,

Das lágrimas que não rolam pela face...

Dentro de mim tento esconder o disfarce,

De uma batalha já perdida, no have pencil!


Para descrever a cena fantasmagórica,

Que de mim se apodera neste instante!

Vejo a glória do meu rosto tão brilhante,

Tutancamom como múmia pré histórica!


Sou do rio a água, vou aos poucos secando,

Na imensidão dos anos que se passam...

Muitas magoas pelas grotas vão ficando,


E o peso dos muitos dias já me cansam!

Quero o descanso tranquilo de um esquife,

Na eternidade de uma pirâmide Camilife.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 21.08.10

Interplanet


Onde o cosmo se encontra

Eu não sei dizer não,

Talvez numa galáxia assim

Que nem a nossa, sem solução.

Espatifando-se na imensidão,

Do infinito deserto do

Infindável universo.

Por isso eu faço poesia,

Na intenção de não dizer

Coisa com coisa e mesmo

Assim dizer a coisa, como

Ela é, ou não... Mais ou menos.

Chego finalmente ao ponto

Que não transponho e nem

Ponho minha fé em mais nada!

Nada, nada, nada... E mesmo

Assim não atravessa oceano

Algum, nem aqui e nem na

China! Comunista ou não.

Nacionalista ou não.

Não democrática ou talvez,

A volta às origens! Qual?

Alegoria, anarquia, teoria...

Já sei! Ufa! Romaria.

Não. Não é isso não.

Seria então, pirotecnia?

Também não.

Mãenarquia...

Quase.

Monarquia!

Mas, mono é de macaco.

Seria reinado dos macacos?

Sei lá.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 04.10.09

Insuflar


Instilar a dor da prosopopeia

Gonorreia cósmica do verso

Lampejar o gemer do universo

Em simplicidade da menorreia


Disparar em bêbado falatório

Na solidão do eterno sacrilégio

E de poucos tremendo privilegio

Dos internos de algum sanatório


O desaguar em vaso quer de ouro

Ou saber que o louco não é tolo

Inventar que sabedoria vem em rolo

De pergaminho belo que é de couro...


Que não se engane o insuflar da vida

Instilando a sofreguidão no anoitecer

Na imensidão da eternidade atrevida,


Que não se cansa de tanto alvorecer

No vai e vem de noite e dia sem cessar

Pensando até hoje o que é instilar, insuflar...(?)


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 14.04.09

Instinto


Na relva verde

Sedosa,

Eu via sempre

a trabalhar,

Operários

Solidários,

Os irmãos a

ajudar.

Quando um se

Machucava,

Correndo já

vinha ajuda,

Sempre com

muita força...

A fila seguia

Assim, muda.

Era uma lição

de vida,

Para toda a

Humanidade,

Os operários

na lida,

Coisas da

divindade.

Tudo bem

Organizado.

Limpeza

era o ideal,

O cuidado

Essencial e

Nada era

modernizado.

Se fosse

Comunidade,

De pessoas

Civilizadas,

Seria fácil

Entender,

O mistério,

O porquê.

665

Puro instinto

Selvagem,

Na vida, de um

Formigueiro,

Criaturas sem

Vadiagem,

Fazem tudo

bem ligeiro.

Um exemplo

a seguir,

Por nos

Inteligentes,

Que vivemos

sempre só...

Cada um por

sua mente.

Talvez se nos

Fizéssemos,

O que as

formigas fazem,

A vida seria

bem melhor...

Ou quem sabe,

menos pior... .

Poeta Camilo Martins

Instinto


Atiça-me o inconcebível,

Concedendo-me

O desejo da escalada...

É manhã, sol ainda

A se espreguiçar e pensar,

Se sai ou vai longe a

Continuar atrás das volumosas e

Espessas cortinas,

De espumas cósmicas

No sideral espaço!

Penso no desejo teu, meu,

Nosso,

Posso ou

Não...

Olho-te, despida de todos

Os sentimentos,

E sinto,

Minto para mim mesmo...

Mas quero e

Alçando o voo, prossigo.

E sigo o puro cálice

Que entorpece e cessa

Todos os sentimentos...

Nu depois,

Nu agora e nu antes!

Localizo bem o relevo

E levo, leve o meu

Tocar na saída

Do néctar da vida...

Despertas e finges.

Não me incomodo

No modo,

Na altura ou na

Profundidade, és toda pura

E cura o meu

Afoito libidinar...

E teus olhos, como o sol

Sem saber se saem

Ou permanecem no calor

Das pálpebras oscilantes!

Sentes agora o meu julgar

663

O melhor momento

Sem tormento, adentro-te...

Aflora-se a áurea

Na gestão dos impulsos

Cada vez mais pulsantes!

E o coração a mil

E uma... Sem mais noites,

Só açoites do pêndulo,

Como em um sino.

Ah! Esse despertar

De instintos...

Olhas-me perdidamente,

Como a perguntar:

Estou sonhando... (?)

Não, não quero acordar!

E mergulhas em um profundo

Êxtase...

E eu... Aprofundo

Ainda mais as badaladas!

O sol já decidido vai alto agora,

E nós perdidos

Numa louca transpiração...

Todos os átomos

Em ebulição!

É lindo, é azul... De todas as cores!

Flores, flore, flor...

Oh! Força de vulcão

Que não transplanta e nem

Persiste na erupção!!

Ai! Fôlego que se vai

Em régios momentos...

Pensamentos,

Firmamentos,

Rogai por nós que tanto

Amamos e lamentamos

O querer cada vez mais o

Etéreo perfume de virginais,

Misterioso e intrigante

Anel de amor.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 06.05.2010

Insônia...


Quando eras apenas uma visão na minha vida...

Que em meus sonhos somente eu amando via,

Ficava a imaginar quando realmente te teria...

Aparecestes em minha vida como o sol na saída!


Quando te vi ali, linda, no amanhecer do meu dia,

A luz raiou, eras da manhã a estrela mais brilhante...

Invadiu-me o ser, penetrou minha alma, que alegria!

E eu que há muito não sorria, sorri alegre e radiante...


Hoje, és o motivo de minhas insônias, deusa da alva...

Simplesmente não me lembro de ti... Pois sequer esqueço!

E de um coração cheio de esperança quando pernoitava...


Agora em triste solidão abismal, posto que não mereço!

Minha andorinha, por onde irás, longe voarás assim?

Que dor no meu peito, o que será então, amor, de mim?!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 30.03.2016

12h47min [Tarde]

Estilo: Soneto

Insolit

 Coisa da minha cabeça, meu Deus, que loucura...

Apaixonar-me profundamente pela estrela D’alva!

Mistura de insanidade, alucinação e a procura

De mim mesmo, perdido... Alma que nada salva!


Insólitos pensamentos... A noite era sempre linda,

Por causa dela, estrela brilhante e maravilhosa...

Não sei que milagre quis achar... Oh, dor infinda!

Mas que estrela quereria um coração, linda rosa?!


Sofro a dor que não precisaria estar assim sentindo,

Mas entreguei para essa estrela toda a minha vida...

Pensei, ela se veste de mim e dela fui me revestindo!


Ledo engano, mente angelical, agora a alma na saída,

Morre lentamente ao léu... Apenas ficando na memória,

Momentos de luz vividos, que hoje já estão na história.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 24.08.2016

07h59min [Manhã]

Estilo: Soneto

Insignificante


Teu rosto em mim reflete todo dia,

E a mansidão do corpo desafia,

Da noite que te quis tão pura...

Essa cruel doença que não cura.


Vem a mim princesa arrependida,

Que te farei novamente destemida,

Na horizontal, de porte sem igual...

Admirando teu corpo já sem mau.


Farei tudo do que é insignificante,

Como disseste há muito no passado,

Pra que fiques muda e só eu cante...


O prazer de um desejo consumado

E choraras o perdido diamante

Por deixares um antigo namorado.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 14.11.08

Inquietação


Não sei por que fui te deixar, Teresina, meu amor!

Na beira do rio Parnaíba, pescando, ao sol se pôr...

Nadando até a coroa, ou apenas sentindo o fragor,

Olhando para a ponte velha, vendo-a mudar a cor...


As canoas e seus pescadores, aquelas lavandeiras,

Deus, que angustia de alma, que saudade dolorida!

Ao volver a mente ao passado... Morros, ladeiras...

Meu querido bairro Matinha, quanta gente querida!


Hoje sofro! O não poder caminhar ali descalço, a bola,

As brincadeiras de esconder, as pega de passarinhos!

Correndo com medo de apanhar, dos colegas da escola...


Ir passo a passo pela avenida Maranhão, pelo pontilhão,

Na mata, que nem existe, ver os ninhos dos passarinhos!

Tudo isso me faz, até hoje, bater tristemente o coração.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 06.02.2013

17h50min [Tarde]

Estilo: Soneto

Inocência Ferida


Era Linda, Era Tarde, Era O Pôr-Do-Sol

Era Bela, Era Manhã, Raios A Nascer

Confusão, Escuridão Do Anoitecer

Era Brilho, Acordando, Era Alvorecer


Se Pensei Não Me Lembro, Fiz Acontecer

Era Amor, Era Ódio, Não Me Fiz Sentir

Brincadeira Do Destino Só Pra Me Ferir

Solidão, Confissão, A Que Merecer


Paz Agora, Antes Não, Té Outra Vez Fazer

Perdão, Sim, Não, Sei Lá Se Vou Te Dar

Agora É Tarde, É Manhã, Não Sei Se Vou Ter

É Angústia, Agonia, Hora De Acordar


Pare Assim, Pare Um Pouco, Vá Bem Devagar

Cada História Tem Seu Fim, Tenha Dó De Mim

É A Vida, É A Dor Há De Sempre Ser Assim?

Pesadelo Impossivel, Isso É Que É Amar?


Sou Criança A Sonhar E Tu Sabes Meu Bem

Só Pensei Em Você Por Puro Instinto Mau

Sei Que Maldade Em Tudo Sempre Tem

Quem Assim Pensa E Vê Com Olhos Tal.

Ingratidão


Recebi aquela carta como quem amaria pra toda vida,

A li, como quem jamais iria amar outra pessoa assim...

Num turbilhão de meus sentimentos, na triste partida,

Foste tu que perdão viestes, arrependida, pedir a mim!


Chorei, como quem enterra a própria alma, imaculada,

E pendurei minha esperança à sombra de um cajueiro!

Foi ali, às margens do açude, com lágrima acumulada...

Que derramei todo pranto e joguei a carta num bueiro!


De desgraças, meu coração já estava cheio! Não mais...

Pensei, deixar transbordar com noticia tão traiçoeira!

Não me querer e por isso eu morrer, nunca... Jamais!


Derramei todo o meu amor... Mas foi coisa passageira!

Senti a ingratidão, como quem sofre assim injustamente,

Mas justiça é sempre de Deus, que tudo vê, secretamente.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 24.05.2014

21h52min [Noite]

Estilo: Soneto

Ingnyoplas

 Sempre que eu a via passar por ali,

Era o meu peito, o que batia forte,

Por vezes chorei sim, porque sofri...

A dor cruel da minha própria morte!


O perfume que exalava era da flor,

Mais cheirosa que eu aqui conheci...

Ah! Maravilhosa era a sua doce cor,

Imóvel ao vê-la passar, permaneci!


E ali naquele mesmo lugar um dia,

Plantei uma árvore chamada saudade,

Porque ela passava, e no olhar fingia...


Que não me via! Só por pura maldade.

E na imensidão dos meus pensamentos,

Conversava com a árvore em juramento.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 21.10.09

20h02min

Influência...


Os córregos, riachos, igarapés... Pequenos fios de água,

É que tornam um rio gigante a correr forte para o mar...

Volumoso, imponente, no oceano ele assim deságua!

A decepção é que tanta água doce vai logo se misturar...


E o que poderia adoçar o mar... Vira tudo água salgada!

Que grande influência deste monstro sagrado, o oceano!

Toda a água dos rios do mundo é por ele logo tragada...

Não adianta no seu percurso fazer outro qualquer plano!


Pense nesse incrível fenômeno, o mar nem assim aumenta,

Chegue a água que chegar, não abala, nem se atormenta!

Água salgada, água doce, pouca água, muita água, Deus!


Quero que me conserve assim, um oceano belo e imenso!

Influenciar sim e não ser influenciado! São os planos meus!

A felicidade é assim torna belo tudo que alcança, eu penso.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 28.02.2016

15h46min [Tarde]

Estilo: Soneto

Infinito olhar


Olho adiante, no infinito, imagens do passado distante,

Na imensidão de minha mente, com reflexos no futuro,

Que me sustentam no presente! Estou cansado, é estafante.

E invade-me sem querer, num intenso brilho ou no escuro.


Perco-me nesse olhar fictício de personagens verdadeiros,

Em slides uma a uma, parece até que ainda vão acontecer!

Tal é a realidade que perpassa em suspiros derradeiros...

Num infinito olhar, desmaio, penso até que vou morrer.


Preparo assim minha alma na vastidão do pensamento,

Envolta numa aréola brilhante de muitas e muitas cores,

E aguardo solitário e triste, o meu último e doce momento,


Numa redoma perfumada divinamente pelos meus amores.

É a infinita paixão de um ser que se despede, lamenta e chora,

E no âmago do peito reclama a sorte de te deixar e ir embora.

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 07.07.09

Infelizes Vidas Lembranças de Barbosa Ferraz – Paraná


No que vem à minha mente daquele lugar

Está uma infeliz vida de uma jovem mulher,

Garota de apenas dezessete anos, mas não quer.

Enfrentar a realidade... E a vida vai tirar!


Prometeu e cumpriu tomando veneno poderoso,

Depois se arrependeu... Mas era tarde demais.

Alguns dias de vida e foi-se para nunca mais...

A mãe havia feito isso, em momento desastroso!


E agora eram duas almas perdidas na eternidade.

Depois foi Thiago, amigo do meu filho que partiu,

Morrendo afogado numa piscina pela profundidade.


Cenas de um passado que sempre me acompanharão,

Sem contar o cavalo que derrubou a Kamylla e fugiu!

Nas lembranças de pastor, por onde andei... Ah! Ficarão.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 05.08.09

Infância


Feliz infância que agora recordo,

minhas fantasias, sonhos e ilusões perdidas

que jamais pensei não fossem se realizar.

Que dizer agora da infância de outrora que com emoção

neste momento a doce e bela aurora destes dias lindos

fazem recordar...

Viva o passado bem presente na memória

de quem foi feliz na infância e hoje já homem feito

mas nunca esquece os acontecimentos daquela bela época tão

Viva na mente e no coração.

Viva essa luz que me traz essas lindas lembranças...

Viva Francisco Herberth Neves

da Cruz meu amigo de infância, dos bons tempos de criança e

de todos os dias e vivam mesmo

todos os meus bons amigos da mais bela das épocas de minha

vida que o tempo não apaga desde meu cérebro

ativo que não hesita em buscar lá no início da minha

vida os acontecimentos ...

Fui feliz

naquele tempo e se não continuo hoje é porque aquele

belo tempo passou e disse-me que não

retornaria mais senão através da minha lembrança.

Infância! Infância... Vem tempo maravilhoso por

favor, vem fazer-me reviver novamente

aqueles gloriosos momentos de real felicidade e um total

prazer de viver a vida bem vivida e não

dividida com

nada além das coisas de criança

sem se preocupar sequer se tem o que comer, o que vestir

sem nenhuma responsabilidade com a vida séria...

Infância é isso! Viver

e viver sem se preocupar com o amanhã.

Por isso, viva a infância

Feliz! Viva meu pai e minha querida mãe que me possibilitaram

Essa felicidade na infância

e até os dias de hoje, essa felicidade maravilhosa

de viver e viver.

Inexplicável


Por que, naquele dia, eu fui te amar assim tanto?

Fui um tolo e me deixei envolver por sentimento,

Perdão, meu pequeno beija flor... Não sou santo,

Mas não sou também tão pecador em pensamento!


A vida é que nos leva a cada encruzilhada no amor,

Que depois ao refletir, só nos resta chorar de dor...

Que armadilha, Deus! O amor que age antes da razão!

E depois, fica uma ferida enorme no rasgado coração.


Inadvertidamente não pensei no medo que passaria...

Medo de que, na mesma velocidade com que te amei

Passando em minha vida, assim também te perderia!


Juntei todos os meus medos... E desesperado, chorei!

Inexplicável, porque naquele dia te amei tanto, querida...?

É mais uma cicatriz que fica no corpo, na alma... Na vida.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 02.04.2016

20h22min [Noite]

Estilo: Soneto

Inesquecível . . .


Naquela noite, o teu coração, querida, não era meu...

Tu estavas comigo, mas tua alma estava bem distante!

Estavas linda, encantadora, sorriso maravilhoso o teu!

E eu a te olhar... Querendo ser, no íntimo, teu amante!


Quando tua boca se aproximou da minha, para um beijo...

Senti-me flutuar, como quem vai ao infinito espaço sideral,

E mergulhei em ti, como se estivesse na fonte do desejo...

Inesquecível beijo, ardente, maravilhoso, transcendental!


Lembrar daquele instante, hoje, quatro décadas passadas,

É a maior tortura da minha vida, as lágrimas não contenho

Posto que daquela noite as visões me seguem apressadas...


Cada vez que te vejo, é o mesmo sentimento que eu tenho!

Estás linda, como naquela noite... Do beijo ainda sinto o gosto...

Meu desejo infindo persiste, de olhar tua face e tocar teu rosto!

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 19.06.2022

17h07min [Tardinha]

Estilo: Soneto

Indescritível [Ao estimado amigo escritor Homero Ferreira Castelo Branco Neto]

 Janela intolerável essa que se vai passando,

Indescritível tristeza imposta ao meu coração!

Olhar as luzes das amadas vidas se apagando...

Oh! Sofrimento intenso do dia a dia, feito vulcão!


Não, definitivamente a vida não é mesmo bela...

É dor que me arrasta ao fundo do meu poço!

Viver, saber da morte, às vezes ainda moço...

Visões que invadem a alma, indesejável janela!


Cerrar os olhos para sempre... Tudo logo se vai...

Os amigos, toda carga de saberes... Os amores!

Segredos de uma vida toda! Teoria por terra cai...


Angustias, aflições, as saudades e até as flores...

A última lágrima e a indescritível confusão mental,

Será só depressão este momento transcendental?!

Poeta Camilo Martins


Aqui, hoje, 07.05.2015

18h00min [Noite]

Estilo: Soneto

Incompreensão


perdoe-me Deus,

não entendo.

de que mundo

eu vim??


o que estou,

afinal de contas,

fazendo aqui

neste planeta??


eu tinha que,

sem querer,

nascer aqui,

logo aqui??


as criaturas são

esquisitas, todas

ingratas, malvadas

definitivamente más.


é o império do mal

dor, sofrimento,

tristeza, morte,

d e s e s p e r o.


que mundo é esse?

que planeta é esse?

como vim parar aqui?

porque não em outro?


Deus, derramo

minhas lágrimas

como interrogações

pois não entendo!

o que é afinal

este planeta?


um palco gigante

do universo??

para quê?

diz, Senhor,

o objetivo

de tudo isso!


Ah! Deus, quem dera

que eu pudesse

ao menos vislumbrar

o porque de tudo...

e meu coração

com certeza

ficaria mais

t r a n q u i l o!


mas não, tudo é igual

vai dia, vem tristeza,

vai noite, vem ilusão

vai anos, vem a morte.

é cada vez

mais difícil

entender o

roteiro.


O roteiro desse

grande teatro

da vida em ação

no planeta terra!

nascer, crescer,

casar ou não...

envelhecer e...

partir... morrer!

Incolor


Qual sua cor, felicidade? És azul, verde ou branca?

Que raios de vida traz-me algo tão perigoso e fútil?

Por que preciso saber a essência se tudo me é útil?!

Deus! Estou apenas abatida e louca! Sou franca...


Felicidade não tem cor... Mas tem muitas cores!

Como as rosas, que não tem só os maus espinhos,

Mas possuem a pura doçura do perfume nas flores...

E os pássaros a fazerem ali os seus lindos ninhos!


Mas eu quero uma felicidade sem arco íris no céu,

Sem águas nos rios, ou tempestades que destrói...

Com pessoas perdidas, renegadas, andando ao léu!


Apontando pra cima e mostrando no peito, onde dói...

Felicidade incolor... Asas que voam pra bem longe!

E eu aqui, me martirizando, feito um velho monge.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 05.04.11

Incógnita [Ao querido amigo escritor Adrião Neto]

 Esperei-te entre os arbustos, ao cair do dia,

Na esperança de te ter inteiramente minha,

Naquela solidão, pensei, é muita covardia...

E coragem para desistir eu não mais tinha!


Enfrentei meus medos, fantasmas e visões,

Te quis a todo custo, entre cruz e aflições...

Poderosamente me agarrei à tua forte luz,

Não tive vergonha de aceitar a minha cruz!


Mergulhei no intenso negror daquela noite,

Sob os assombros, gritos, vento em açoite!

Nunca viestes para endireitar a minha vida...


Até hoje a minha pobre alma anda sentida...

Impedistes minha felicidade desde menino,

Tenha agora misericórdia de mim, destino.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 03.06.2023

15h35min [Tarde]

Estilo: Soneto

Incógnita


De onde vem este choro tão comovente?

Tento achar a direção, mas não consigo...

Ouço-o bem distante, porém na mente,

É como se estivesse aqui dentro e persigo,


Um som angelical que atrai e me conduz,

A um lugar de paz onde não posso chegar...

E há mesmo em meus ombros uma cruz,

Que jamais queria, pelo mundo, carregar?!


Oh! Santa constelação de órion, sete estrelas,

Que lá, no maravilhoso céu de Deus, brilham...

As músicas... Nenhum ser aqui pode detê-las!


São miríades de anjos que para a terra trilham,

Na festa do filho de Deus, Jesus, contra o mal!

É a vitória do bem, a salvação do justo, afinal.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 28.03.2012

21:35 [Noite]

Estilo: Soneto

Incerto coração (Ou o que escrevi naquela folha seca?)

 Algo que não lembro mais

Também já faz tanto tempo

No meio de um rio de águas

Fétidas chamado rio panelas.

A cidade era Belém de Maria

No interior Pernambucano

Eu tinha só uns quinze anos

Coração ainda em formação,

E a felicidade ainda por chegar.

Talvez algum sinal de paixão

Eu devo ter escrito na folha,

Pois para isso existiam razoes,

Claro que com muita ilusão,

E na mente muita confusão.

Sentimentos que iam e vinham

Vontades que não passavam

Beijos adormecidos, acalentados

Para muitas bocas sempre proibidas.

Nas ações dos verbos a jorrar.

O que será que escrevi na folha?

Folha sem vida de uma arvore viva,

Sentado nas pedras do rio fedido

Imagino a cena e sinto ainda a dor

No escorregão do lápis água a fora.

Desiludido e até desanimado fui

A desistir tentado sempre estive

Até que num vislumbre celestial

saltei da pedra e larguei a folha,

Que desceu nas águas rio abaixo.

E lá se foi a folha com seu conteúdo

Que não consigo até hoje lembrar

Também já se foram trinta anos

Não sei nem se ainda existe o rio,

E aquela escrita, nenhuma importância.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje 30.09.2008

Inácio Marinheiro

 De doce encantamento, Deus nos enviou este Marinheiro,

Dos belos sertões da Paraíba, para o nosso Piauí querido!

O olhar profundo nas belezas naturais, o bom companheiro,

Sabe como captar a essência, a alma, do alvo pretendido...


Grande mestre nas artes fotográficas, escrita e gastronomia,

Vai Inácio desfilando seus valores, aqui e pelo mundo afora!

Coração extraordinário, tem o amor ao próximo como filosofia,

E assim, em todos os campos da vida, sua felicidade aflora!


Segue, pois, vivendo e distribuindo a todos, sua pura simpatia,

Provando que neste mundo ainda tem sinceros filhos de Maria!

Vai amigo, navega sempre nas águas da bondade e da gratidão,


São os elementos pra eternidade e é o bom legado do coração!

Que as próximas gerações possam olhar para o passado e te ver,

E os nobres corações da humanidade, para sempre, tu viver.

In Memoriam

Por onde andas, o que de ti foi feito,

Amor, amor de minhas esperanças?

Porque ainda hoje povoas, com efeito,

Minha memória das coisas de crianças?


Como eu queria hoje simplesmente,

Andar em meio aos meus fantasmas...

Esquecer abraços e beijo ardente,

Que inadvertidamente trocamos, mas...


Não é justo! Crueldade de uma vida inteira!

Sentimentos armazenados pra eternidade,

Sem que eu te tenha de nenhuma maneira!


Condenado pra sempre a nunca ter felicidade.

Isto é loucura! Corrente de um passado, futuro...

Presente... Não se rompe, nem vai pro monturo!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 08.01.2015

11h39min [Manhã]

Estilo: Soneto

(In) constante

Quando eu a vi com outro, quase morri, desgraça...

Respirei fundo e meu coração por pouco não parou!

Fiquei num misto de alegria e tristeza... Tudo passa.

Sabia que ela não me amaria, mas ela nem tentou!


O medo que eu tinha era o mesmo que a constrangia,

Outro filme de o monstro do castelo e a bela princesa?

Nunca! Não tinha enredo, puríssima e triste fantasia...

Isso não deu certo... E não daria agora, com certeza.


Inconstante coração, não sabe quando parar de amar!

Sofrimento que perdura para todo o sempre, sem fim?

Te perdi amor, reconheço... Perdoa-me por te desejar!


São essas coisas de um inconstante coração em mim,

Sejas feliz, te desejo, mesmo assim, sem eu querer...

Do fundo do meu coração o que eu queria era morrer.


Poeta Camilo Martins

Aqui, Hoje, 18.09.2016

11h51min [Manhã]

Estilo: Soneto

Impossible


Vem agora e sussurra em meu ouvido que não és mais,

A mesma que um dia, despida de todo pudor, me amou!

Jurastes que nunca mentirias, repete o que sempre falou,

Entre beijos e carícias... Agora dizes, não te amei jamais?!


Não! Mil vezes, vezes mil, não quero crer na tua palavra...

Afastai as até dos meus pensamentos, nem quero imaginar!

Na angustia que perpassa pelo meu coração já a sangrar...

Como sulcos que ficam na terra quando o homem a lavra.


Querida, não retalhes tanto assim este meu triste e pobre ser,

Que na contemplação de teu semblante meigo, doce e belo...

Não quer sentir a dor cruel do rasgar, quebrar, do desvanecer!


Olhávamos para o céu e as mãos dadas erguidas, grande elo,

Que nos prendia, não só um ao outro, mas, gritamos, a Deus!

Impossível! Ouvir, amor de minha alma, os pensamentos teus.

Poeta Camilo Martins


Aqui, hoje, 15.02.2012

Imposible Love Amor impossível

 Foi um amor tão grande naquele dia...

Desses de fazer um rombo no coração,

Que o corpo ficou quente e a alma fria!

Eu não sabia o que fazer com a emoção.


Quis te amar, de tanto amor, ali mesmo...

Na impossibilidade fiquei mudo, louco!

Os pensamentos voaram e fiquei à esmo,

Encruzilhada que morrer pra mim era pouco!


Agora estou aqui, numa sofrência do inferno!

Te confesso, amor, essa é a grande verdade,

Não tenho o que esconder, nesse frio inverno!


Estou esquecendo de mim, pra de ti me lembrar...

Tamanha é minha loucura... Em plena meia idade!

Ai, coração, que labirinto desgraçado eu fui entrar...


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 25.06.2016

19h35min [Noite]

Estilo: Soneto

Implosão

 Sem disfarce deito-me ao teu lado,

Nesse simples leito sinto o teu calor...

O aconchego me faz sentir amado,

Amo assim todo o teu doce amor...


Aproximo-me mais e me excito,

Tuas carícias me contam segredos,

Em segundos já ouço um grito...

E coloco os olhos em meus dedos!


Ao penetrar-te com ardor em profusão,

Vou sentindo o dar e o receber a vida...

Formando dentro de mim em turbilhão.


Em milhões de vida fica a minha dividida,

E em incontrolável prazer, imenso e puro,

Fica em ti, todas essas vidas e um futuro!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 22.04.11

Imortalidade

 Verdes louros de lembranças eternas,

Nas vias, nas praças, nos corações...

Vidas simples, mas sempre ternas,

Dignas todas, das boas recordações!


Combatentes, valorosos, vão aos mil,

Pela honra e glória do nosso Brasil!

Admirados pelos seus nobres ideais,

Todos têm seus nomes nos umbrais!


E na história da querida Limeira,

Em meio à Praça Toledo de Barros,

O obelisco, junto à gruta, na ladeira!


Refletindo nas vidraças e nos carros...

Todo orgulho de mostrar uma verdade,

Os valentes merecem a imortalidade!

                            II

E foi ali, em homenagem ao centenário,

Da independência grandiosa do Brasil,

Nesse lindo, verde e garboso cenário...

Com um céu bem Brasileiro, azul anil,


Erguendo ao alto a nossa estrela maior,

Que se erigiu, nos cem anos de Limeira,

Com flores bem coloridas ao seu redor...

Monumento que aponta ao céu! Clareira,


Que abriu o grande combatente, Jesus...

Para receber todos os heróis em sua luz!

Que todos nós nos espelhemos num homem,


Como este, que deu sua vida em combate...

Ser que os vermes da terra não consomem,

E nem o tempo, e nem a eternidade o abate.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 06.06.2013

20h25min [Noite]

Estilo: Duplo Soneto

Imaginário

 De todo o amor que já senti um dia, este é o mais cruel,

Enlouqueceu-me, padeci horrores e me fez andar ao léu!

Sorri de mim mesmo, coisa que nunca tinha acontecido...

Perdi o rumo, por vezes pensei mesmo que tinha morrido.


Dos encantos que já me encantaram aqui neste mundo...

És, amor, o encantamento mais duradouro e a loucura boa!

Que jamais encontraria, mesmo em oceano mais profundo...

Atravesso hoje um mar tempestuoso remando numa canoa!


Das distancias que já percorri em sonho, pesadelo ou visão,

Tu te tornaste, pra mim, a mais intransponível, real fantasia!

Como cometa que vem do espaço sempre em rota de colisão,


Tenho a alegria de criança e a profunda tristeza de companhia...

Olho-te, como se eu fosse viver para te amar toda a eternidade,

E olhas-me tão triste... Com este teu exagerado olhar de piedade!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 01.04.2016

19h42min [Noite]

Estilo: Soneto

Imaginando...

 (Para Nêda, amiga da Rosinha, lá de Água Branca no Piauí, que um dia conheci quando fazia o

programa “Poesia, amor e vida” na Rádio 1º de Julho e há mais de três décadas não vejo mais)


E eu que pensei ter me livrado definitivamente

De todos os fantasmas que me atormentavam...

Vi-me cercado por visões do passado e na mente,

As benditas lembranças a ti me acorrentavam!


Milhões de vozes a povoar, como o som do mar,

O meu ser... e eu tremulo feito as bravas ondas!

Sem mais querer imaginar, pelo muito te amar...

Tu me segues, me vigias, eu sei que tu me sondas!


Quero fugir, sumir, seguir outro rumo ignorado,

Ignorando a lógica de mim mesmo, pois te amo!

E saber que sempre vou estar de ti enamorado...


Maldita distância que nos separa mais cada ano!

Sofrimento eterno que minha alma não reclama...

Vai comigo aonde vou, adormece em minha cama.

Poeta Camilo Martins


Aqui, hoje, 13.12.2012

20h56min [Noite]

Estilo: Soneto

Imagens

 Maquiagem perfeita de

Florestas desnudas,

Lagos imperfeito de

Águas reluzentes,

Ao sol que nada

Alumia ao anoitecer,

Lamentações de uma

Lua refulgente e bela!


Quero a tua aréola,

Que me faz santo...

Olho a imagem dela,

Na lucidez do álcool!

Quem sabe estrelas

Ao nascer dos sois,

De todas as nossas

Derradeiras lágrimas!


Choro logo ao te ver,

Obscuras memórias,

E o frio que me assola,

É o mesmo que consola!

E os asteroides debiloides,

Seguem desorbitados!

Fico a sorrir ao te perder,

Loucuras que não percebo!


Imagens que me apedrejam,

Lamentos da memória...

Palavrões que povoam

As mentes mentirosas!

Nuvens que vão passando,

Mas não levam tua desventura!

Contra mão de muitas vias,

Corações que não se amam.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 29.07.2015

21h39min [Noite]

Estilo: Versos livres em oitavas

Ilusoria_mente...

 Amiga das luas, estrelas e sóis... É a mente!

De memórias recentes ou passadas, sente,

Que a luz da solidão a persegue! Ausente

De toda forma de companhia ali presente!


Castelos lindos, rainhas e príncipes, eu sei...

Que paira assim no ar as mil e uma visões,

De bandidos, mocinhos, sangrentos vilões...

De tudo enfim na mente fantasia, sou o Rei!!


Na imensidão de formas das saudáveis mentes

Vamos trabalhando no cultivo dessas sementes...

Pobres seres, sem uma vida mesmo de verdade!


Perfeitas mentes, se transtornam em tenra idade!

E segue a ilusória visão angelical da vida perfeita,

No Pai Nosso: A Sua vontade, ó Deus, seja feita!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 02.08.2016

07h23min [Manhã]

Estilo: Soneto

If you were my friend [Se você fosse minha amiga]


[Se você fosse minha amiga]

Se você fosse minha amiga,

Todo nascer do sol seria uma

Sinfonia majestosa! Pássaros

Cantando... Flores se abrindo!

A brisa não cessaria nunca...


Meu abraço e beijos seriam seus!

Se você fosse minha amiga,

A lua estaria sempre sorrindo

E eu não cansaria de fazer a

Mais bela serenata do mundo!

A música que eu cantaria, seria

A mais maravilhosa já composta!

Se você fosse minha amiga,

Meus sonhos seriam diferentes,

Não haveria sofrimentos neles...


E a noite sempre me traria o

Seu perfume a me entorpecer!

Haveria uma estrela que, no

Céu, Brilharia mais que todas!

Se você fosse minha amiga,

Meu olhar jamais seria triste...

Veria até o que está além do

Meu alcance... Seu lindo coração!

O meu pensamento estaria

Para sempre ligado ao seu...


Se você fosse minha amiga,

A minha alma, ligada à sua,

Viajaria pelo espaço sideral!

De mãos dadas, juntos, no

Infinito universo, em versos, eu

Descreveria nossa felicidade!


E assim, todos os seres de todas as

Galáxias conheceriam nossa história!

Ah! Se você fosse minha amiga!!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 12.04.2015

18h35min [Noite]

Estilo: Livre

Ibituruna


Estive naquele lugar

Desfrutei a beleza

Rio doce a deslizar

Uma linda natureza.


O pico do Ibituruna

Depois daquela ilha

Preencheu uma lacuna

Andar por aquela trilha.


Governador Valadares

Eta Minas Gerais!

O calor era demais.

Respirei ali novos ares.


Foi pouco o tempo ali

Alguns meses e só

Hoje me dá até dó

Quando me lembro de ti.


Cidade boa, hospitaleira

Povo bonito e bondoso

Foi comigo generoso

Viva essa gente Brasileira!


Era grande a necessidade,

Até na enchente do rio

Ou no raro tempo de frio.

A doação e sincera, de verdade.


Daqueles belos dias ali vividos

Vez em quando eu me recordo

Dos hambúrgueres comidos...

E já quase sonhando eu acordo...


Esse tempo... E uma covardia

Nem pergunta se a gente quer

Que ele passe da noite pro dia

Ou fique assim do jeito que e.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 05.12.08

I’ts life [À minha querida irmã Mariluce Lima Martins]

 Quando eu olhei, tudo já tinha passado...

Foram-se os brinquedos que tanto amei,

Eu nada mais pude fazer, apenas chorei,

Facho de luz iluminou um papel amassado,


Num canto, contado apenas a nossa história,

E eu entorpecido pela velocidade da vida...

Guardando tudo quadro a quadro na memória!

Assim é mesmo a vida aqui na terra, querida...


Quando pensei em viver, tudo já tinha acontecido,

E eu aqui fiquei adormecido no tempo, pensando,

No outono da vida, olhando da janela, já vencido!


Que impressionante é a vida, a gente vai andando

Enquanto ela vai adiante, voando! E logo se vai...

Tudo é muito diferente, é como a noite quando cai!

Poeta Camilo Martins


Aqui, hoje, 23.04.2016

19h09min [Noite]

Estilo: Soneto

I see

 Agora eu sei, tu provocaste o rompimento...

Eu que pensei ser coisa apenas de momento,

Fiquei à deriva, feito barco sem leme no mar!

E em tempestades assim não adianta remar...


Olhei-te como quem vê, a distância, o reflexo

De uma lua inexistente, de estrelas sem luz...

Foi se o brilho que um dia me encantou e a cruz

Que me forçaste carregar, hoje é puro complexo.


Vejo sempre minha alma se afogando em pranto,

E toda culpa que um dia me acompanhou e tanto

Feriu-me, é sim resposta do eco que um dia gritei


Na gruta profunda do teu coração pérfido e gelado!

Sucumbi ao único sentimento, amor, fui fraco, eu sei,

Mas, certeza, não sou mais de mim mesmo um exilado.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 16.08.2014

20h32min [Noite]

Estilo: Soneto

I have fear

 [Eu tenho medo]


Tenho medo do mar, por sua profundidade...

Medo da alegria, por ser tão passageira!

Tenho medo do vento, assim sem destino...

Medo daquela incrível e enorme geleira!

Tenho medo do homem em sua malignidade!

Medo do espinho que fere por ser bem fino...


Tenho medo do espaço, é desconhecido!

Medo da escuridão, enegrece toda a visão...

Tenho medo do infinito, por sua vastidão!

Medo do grito que não penetra ao ouvido...

Tenho medo da dor, da perda inconsolável!

Medo do amor, que permanece intocável...


Tenho medo da noite na solidão de minha lua!

Medo da decisão, que é só minha e não tua...

Tenho medo das matas, pela sua devastação!

Medo desse medo que causa tanto medo...

Tenho medo da derrota, de doer o coração!

Medo do engano, por ser ele assim tão ledo...


Tenho medo de todas as nossas canções...

Medo do choro nas lágrimas das recordações!

Tenho medo de não ter mais teu lindo olhar...

Medo de tua boca nunca mais nesta vida beijar!

Tenho medo até dos mistérios... Vida a esmo...

Medo enfim eu tenho... Medo de mim mesmo!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 12.02.2015

14h17min [Tarde] - Estilo: Sextilha

I do [Eu sei]

 Conheço todos os teus prantos,

São iguais aos meus pesadelos...

Ai, que dor de coração e cantos

Do passado que não queria tê-los!


Ter que esquecer cada momento,

É como não existir no mundo...

Alma vazia de lembranças é fundo

De um poço, cisterna rota, tormento!


Como explicar a si mesmo tanta dor?!

Loucura de um ser que se consome...

Fantasmas da memória, morte e flor!


É tanto contraste que a felicidade some!

Só milagre, conservar a fé no coração!

Eu sei... Conheço a luz da tua solidão.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 15.05.2015

12h39min [Tarde]

Estilo: Soneto

Hugo Napoleão

 Tens o sangue brasileiro, fortes são tuas raízes, piauiense!

Teu coração está aqui e não importa nem mesmo a geografia!

Por toda a tua vida demonstras o amor, dedicação e harmonia...

E com toda a força de Hércules tu mostras à terra que te pertence!


Tua inteligência e capacidade ultrapassam todas as fronteiras,

e a sabedoria socrática nas tuas boas ações te fazem destacar,

tornando-te imortal, inesquecível, como infindáveis cachoeiras...

E teu legado perpetuará, como águas, dos rios, ao imenso mar!


És um ícone, um verbete incontestável da boa política brasileira,

quando menino, ainda no nosso Piauí, acompanhei tua carreira!

Sou testemunha do teu brilhante desenvolvimento nessa história,


De como fostes subindo honestamente cada degrau, até a glória!

Hoje, tua escrita tem autoridade, posto que descreves a tua vida,

Transparente e simples, justa página aberta, bela, admirada e lida.

Homero Castelo Branco

 Plantada às margens do rio Parnaíba, árvore mui frondosa,

Misturado entre lenda e paixão piauiense, este grande nome!

Homero é épico da ilíada, da odisseia, na Grécia, e até some,

Diante do nosso extraordinário literato de voz firme e melodiosa!


Como político, mostrou que se pode ser sincero, justo e honesto.

Tem a fronte erguida para a vida toda, na essência do que é reto!

Na literatura, passeia pelas ruas e vielas das letras e é modesto!

Posto que sempre cavalgue nas alturas, mostra-se bem discreto!


Eu, rapazinho ainda, em Agricolândia, conheci esta grande alma,

Meu tio Antônio Camilo era dele, politicamente, devoto e com calma,

Garimpavam, com serenidade e simplicidade, votos do nosso povo!


És pra sempre, genial homem do Piauí, teu vulto, para nós é renovo!

Deixando este legado que engrandece nosso estado e toda a nação,

Escritos em tábuas de pedra, da tua doce verve, de todo o teu coração.

Homem sem Palavra

 Infeliz é o homem que não cumpre a palavra,

Não tem como exemplo o Todo-Poderoso,

Que logo em seguida em pedra já lavra,

E aos que não a segue ainda é generoso!


O homem sem palavra anda cabisbaixo,

Não consegue encarar a face do irmão...

Que ele mesmo humilhou, fez de capacho,

Só aproveitou-se do outro de bom coração.


Mas de cima vem sempre a recompensa,

Deus lá no céu não é cego não, tudo ver!

Não vai deixar o pobre perder sua crença.


Nos tempos vindouros que tem a viver,

Milagres ocorrem da providencia de Deus,

Que mesmo distante, não abandona os seus.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 04.10.09

Hoje eu quis...

 Hoje eu quis chorar, não pelo mundo maltrapilho,

Eu quis chorar por mim mesmo, não por pena...

Apenas pela realidade, a vida, este velho trilho!

Hoje eu quis chorar, pensei até em sair de cena...


Vi a chuva chorando, grossas lágrimas em prantos,

E eu... Eu nem isso tinha para chorar pelos cantos...

Hoje eu quis chorar, eu sei, minha poesia é fraca,

Mergulhei em mim... Não seio onde o navio atraca!


Ah! Meu jasmim... Tudo é fraco! Apenas a alma

É forte! Enfrenta a morte e mesmo assim se vai...

Eu quis chorar... Vai o sentimento, fica o trauma!


Chorar por ti, chorar por mim... Lágrima que cai...

Mas, chorar outra vez assim ao léu, ao luar?!

Sim, chorar por teu olhar... Chorar pelo não amar.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 03.12.2015

20h23min [Noite]

Estilo: Soneto

Hoje eu Chorei


Lágrimas de decepção derramei, chorei!

E me perguntei: O que é o fracasso?...

Fui tentado a não mais prosseguir, parei!

Talvez, pensei, tenha sido um erro crasso.


Por que insistir com pessoas sem ideais,

Sem apego, sem um comprometimento,

Que não são das próprias palavras leais,

E não priorizam da sua vida o sentimento?


Hoje eu chorei! Olhei para aquela mesa...

Farta de tantas guloseimas, linda estava!

Fitava os rostos, no candelabro, luz acesa,


Deus! Por dentro, meu coração chorava...

Dos trezentos convidados, apenas seis!

E membros da Academia, éramos três.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 11.03,2012

18h54min (Noite) [Ainda chorando]

Hoje eu Amei

 Estavas linda! E eu amei o teu doce e meigo olhar,

Amei o verde do teu vestido, cada detalhe do falar...

Hoje eu amei te conhecer, brilhante estrela d’alva!

Olhos vivos... Sorriso que minha alma sempre lava!


Amei te ouvir em tom suave e no fagueiro conversar!

Beleza que o meu ser logo respirou, ao amanhecer...

Fagulha num palheiro, clarão, fogo a me incendiar!

Fiquei meditativo, quieto... Uma vida linda de se ver!


Hoje eu te amei! Negros cabelos lisos, cheiro suave,

Perdoai, perdoai! Reparei em ti a dor de uma solidão,

Escolhias as palavras... E vi o amor de tua mansidão!


Por que, hoje, fui amar tanto um ser assim? Chave

De um enigma que sempre me alucina e me fascina...

É o amor com que hoje te amei... Minha bela menina!

Poeta Camilo Martins


Aqui, hoje, 13.02.2016

19h32min [Noite]

Estilo: Soneto

Hoje Cedo...

 [Ao querido primo Edgar Martins – Dos meus tempos de menino no interior do Piauí]


Hoje cedo tirei aqui esta fotografia,

Coração nublado e sempre a alma fria...

Passarinho longe de tudo, sente saudade

Da árvore, da mata... Não tem na cidade!


Hoje cedo, cedinho, pensei, Deus, que dor!

Pobre passarinho, sem o calor da sua flor...

Voa de fio em fio, nas antenas e telhados!

Chora no canto, sem a vista dos roçados...


Hoje bem cedo, eu chorei assim também!

Longe dos meus amigos, aqui sem ninguém...

Feito um passarinho de asas congeladas!


Ah, hoje cedo! Pássaros, histórias passadas...

A vida é mesmo diferente aqui nessa cidade!

Ah, interior... Meu amor por ti até a eternidade.

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 24.01.2016


10h00min [Manhã]

Estilo: Soneto

Hoje...


Na bela manhã já respiro

Um ar que é puro e bom,

Vejo-te e logo suspiro...

Sinto teu cheiro e o som,


Da tua doce e meiga voz,

Baixinho ao meu ouvido:

Fecha a janela pra nós...

Perdermos-nos no gemido!


É tanto amor que trocamos,

Como uma fornalha ardente,

Mas não nos chamuscamos,


E este teu sorriso contente...

Me deixa feliz também,

Te amo muito, meu bem!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 14.11.09

História de uma caçada num baixão da Feitoria

 (Literatura de Cordel)


Amigo preste atenção

No que eu vou lhe dizer,

Verso a verso vou contar,

O atrevido que fui...

O cão sempre a futucar,

Com a vara curta do Rui.

Um dia pelo baixão,

Na feitoria a caçar,

Corre aqui, corre acolá,

Vi um bicho se mexer,


Era de vinte metro a cobra,

Eu disse vou essa comer!

A bicha olhou pra mim,

Com o olhar muito voraz...

Querendo dizer com isso,

Que era muito sagaz...

E se com ela eu bulisse,

Me botava logo pra traz!

Eu com minha espingarda,

Bem velha e enferrujada,

Olhei logo de rabo de ôi,

E disse: Espera, danada,

Te espremo como um piôi,

E hoje te como assada!

Fiquei bem atrás dela...

Esperando boa ocasião,

Que ela se descuidasse,

Para passar-lhe o facão,

Ou ficando assim no ponto

De um tiro no coração!

Com isso ela se mexeu,

Eu disse: Já vai correr?

Não faça essa covardia,

Espere para morrer...

Pois hoje chegou o dia,

De sua carne eu comer!


Andou cinco metro e espirrou,

Saiu fogo, fumaça e carvão...

Eu disse: Nossa Senhora,

Não é cobra, isso é dragão!

Com certeza, nessa hora,

Quase morro do coração.

Mas mesmo assim enfrentei,

Carreguei a espingarda...

Com medo eu não fiquei,

Só meio desajeitado

E por São Jorge gritei,

Querendo ser ajudado!

A ajuda logo recebi,

Naquele instante ligeiro,

Surgiu de onde não sei,

Um cabra muito valente,

Que valor a ele não dei,

Pois era feio e sem dente!

Mas olhou pra mim e disse:

Vai matar a bicha ou num vai?

Se não vai me diga logo

E deixe que acabo com isso,

Traga a lenha e acenda o fogo

Que agora eu faço o serviço!

Pensei somente comigo, então

O cabôco é disposto e bom...

Mas enganado eu estava,

Quando olhei, vi logo o tom...

Pois numa perna pulava!

Era o Manezin da Otava.

Não disse nada, mas vi,

Que ele de nada servia,

E deixei o desgraçado,

Que com a cobra bulia...

Ser logo abocanhado,

Com a sua valentia!

Nessa hora a perspicaz

Serpente se remexia...

Deu-lhe dor de barriga,

Que o diacho do Manezin,

De um peido já saía...

Gritando por virgem Maria!


E olhando vi um sujeito,

Baixote e também engraçado,

Dizendo alto, eu já vi tudo,

Não fique tão preocupado,

Quero ficar surdo e mudo,

Se a bicha eu num matar deitado!

Fique quieto e só reparando,

O que é que eu vou fazer...

Não é nada de muito ruim,

Só quero vê ela morrer,

Torcendo-lhe o fucim,

Ou não sou mais Dedezin!

Nisso dizendo o tal,

Foi para frente da bicha,

Fungando e fazendo careta,

Enraivecendo mais a dita,

Que não tinha como meta...

Mas fez dele logo marmita!

No entanto como ele gostava,

De um torrado carregar...

Pela goela da tal derramava,

Quando ia sendo engolido,

Que ligeiro e envolvido...

Pelo nariz foi espirrado!

Saiu benzendo e gritando,

Dessa enfim saí em paz,

Vou disso me exemplando...

Foi falando que corre e já traz

Outros que são mais capaz

E jurou não mentir nunca mais!

Chegaram três moços iguais,

Dizendo cada um deles

Não fugimos disso jamais!

Pegamos foi uma onça,

Cada um por uma perna...

E deixamos só os traçai!

Mas moço, por santo Onofre,

Disse eu já bem chateado,

A cobra está zangada...

Vejam só se isso é hora

De istória de onça contar,


Se já há tempos foi passada!

Cumpadi, essa cobrinha

Não passa de uma minhoca!

Vou pegá-la pelo rabo,

E quebrar-lhe toda a espinha,

Ah, hoje mesmo me acabo,

De comê-la com farinha!

Isso disse um véi galego,

De nome Chico Vaqueiro,

Mas a maldita já o olhava,

Dizendo vem cá meu nêgo...

Que com a raiva que eu tô,

Agora lhe ingulo inteiro!

Os três ficaram a olhar,

Esse que não estava na conta,

Mas foi chegando e ligeiro...

Ninguém lhe deu confiança,

E no acontecido todo...

Rápida se foi a esperança!

Ainda apareceu por lá,

Sem que ninguém percebesse,

Um senhor de nome Jesuíno,

Dizendo se merecesse mesmo

Essa graça de Jesus, ele a matava

Pelo poder da divina santa cruz!

Fiquei olhando e disse:

Agora mesmo vou ver!

Se o preto tem mesmo fé,

A grande cobra vai morrer...

Ou mais istória vai ter

E o nêgo véi vira café!

Mas foi mesmo como pensei,

Os três ficaram de lado,

O cabra foi devorado,

Chamando pelo Geová,

Que estava na ocasião

Na casa do prefeito Chicão!

Um moreno, Manoel Pandeiro,

Que era o mais afobado...

Com um facão de um metro,

Andando meio ligeiro,


Fungava assim e budejava,

Que nem bode, pai de chiqueiro!

Disse: meu amigo Abel,

Venha aqui com sua careca,

Não trema muito, meu irmão,

Veja se não desmunheca...

Não vá fazer que nem o Armandão,

Que já sujou toda a cueca!

Mané Pandeiro veja bem,

Para mim não interessa,

Nem o sexo desse animal...

A istória é que não cessa,

E se não chegar logo ao final,

Vou virar só o mingau!

Cione pulou de lado...

Disse: Não pode assim!

Já não fico mais calado,

Resolvo essa questão...

E se o rifle ta entalado,

Mato a cobra com o canhão!

A infernal situação,

Tornando-se enfadonha,

Para a malvada e pra mim,

Naquela luta medonha...

Falei firme e baixim,

Arreda daí, seus pamonha!

Finalmente fiquei só...

Lutei e a tal já enfadada,

Disse-me: Eu tenho até dó!

Pois eu nova e fogosa...

Só quem em mim dá um nó,

É um tal Luiz Dicosa!

Fui então chamar o sujeito!

Caminhei quase dez léguas,

Pra na volta a bicha encontrar,

E achando eu disse logo: Égua,

O serviço será bem feito...

O Luiz Dicosa vai te matar!

O cabôco olhou de lado,

Fez um risco no chão...

Dizendo-se iluminado,

616

Pela força de Sansão!

Hoje aqui nesse roçado,

Nós vamos comer dragão!

Quando olhamos com espanto,

E sentimento de pesar...

A tal cretina de medo,

Ajoelhada ali a rezar...

Já foi contando o segredo,

Para o seu côro espichar!

Quando pensamos que não,

Ouvimos foi um barulhão...

Eu disse: Luiz Dicosa,

Será que isso é trovão?

Ele respondeu: Deixe de prosa,

Não está vendo no chão?

Pois era mesmo a tal,

Que ali estava a dar,

O seu último suspiro,

Sem mais poder levantar...

E nós amolando a faca,

Para o seu coro tirar!

Eu disse: Luisão me conte,

Qual é o segredo que tens,

Pois atrás daquele monte

Sempre pode haver também...

E tenho que ir naquela fonte,

Buscar água pro meu bem!

Ele disse: Camilo não tem

Comigo segredo nenhum...

A cobra tava enfezada,

Como engoliu mais de um,

De congestão a coitada,

Esticou a ossada e os tucum!

Assim finda a istória,

Agora vou ficar quieto,

Refrescando a memória,

Pois eu sou Camilo Neto,

Se futucar vai ter mais...

Que não fica ninguém perto!


Poeta Camilo Martins

São Paulo - SP - 1990

Herculano Moraes

 Singela homenagem ao amigo Herculano Moraes da Silva Filho


Dentre as árvores nascidas às margens do rio Piauí,

Fostes tu a que mais floresceu e a mais frondosa!

És o sítio arqueológico mais importante e que por ti,

São Raimundo Nonato que se sinta muito orgulhosa.


Trazes na veia a essência dos teus milenares ancestrais,

Na tua capacidade e sabedoria de teus perfeitos escritos!

Não há cinzas de Vesúvio que cubra iluminações tais...

Para que nós possamos sorver tuas sapiências e mitos!


Queria eu poder, de perto, seguir teus volupiosos passos,

Que por algum tempo o fiz, ainda em tenra juventude...

E quis o destino tristemente assim reter os meus abraços,


Mas distante aqui, em (in)voluntário asilo, hoje eu pude.

Lembrar te, mahatma das terras querida do meu coração!

E nesse giro de lembranças, nunca fico mesmo em solidão.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 12.11.2011

My Heaven

                                    A Minha amiga Giovanna Vieira Quando me dei conta, já estava envolvido, E os sentimentos todos em partes...