Te olhando assim
De um jeito sorrateiro
Te amando assim
De um jeito derradeiro
Penso mesmo em como eras
Antes de te conhecer.
Eu não via tuas belezas
Teus ares eu não respirava
E não podia teu aconchego
Sentir e em teus braços
Muito menos me entregar
De um jeito matuto e sincero.
Não tinha como imaginar
As matas como são belas
As serras esplendidas, azuis
E o sol a esconder-se atrás
Majestoso e belo, imponente
E muito capaz de tudo dourar...
Até que um dia de verão, desses
Bem quentes do sertão eu nasci.
Ali naquela casinha de adobe,
Ao lado da igrejinha, quase
Embaixo do pé de juá...buááá!!
Foi o primeiro choro e choro ainda!
Oh! Agricolândia! Tal qual
O mar que jamais secará
O céu azul que não descolorirá
O sol brilhante que não se apagará
Eu nunca hei de em minha vida
Esquecer-te e nem depois dela.
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