Sou na vida aqui uma aquarela,
Colorida mas abstrata numa tela.
Faltam flores, pássaros, perfume,
Sobram olhares pérfidos de ciúme.
O que quero tens, mas não me dás,
E nesta angustia olhando para trás,
Vejo amores e em quadros a solidão,
De um vazio pintado em amplidão...
Sou como essa pintura disforme e bela,
Que no espaço sideral flutua e apela...
Quero de volta os meus passos lentos,
Ao observar jasmins de pensamentos!
E desabrochando as flores nas pinturas,
Refazer assim de Deus as lindas criaturas!
Poeta Camilo Martins
04.04.2010
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