Ah! Essa chuva que cai
Com ela o meu pensamento
Muito longe se vai...
Lembro as estradas
Que me levavam
Lá para dentro das matas!
E o cheiro das vacas
Numa boiada sem fim.
Estrada das lajinhas
Curvas, pedras, areia...
Subidas e descidas
E lá vou eu, enfim...
A casa do seu Pedro Lúcio,
Depois já lá nos lageiros
A casa do amigo Benício.
Depois horas a descansar
Suor no rosto a correr!
Bicicleta a pedalar...
Ou passo a passo a andar.
Espingarda nas costas,
Uma onça pode pintar!
Agora eu fico a sorrir,
Das presepadas de então,
Mas a saudade a colorir
No fundo do coração
Essas marcas tão profundas
Lá de dentro do meu sertão.
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