domingo, 6 de abril de 2025

Lajinhas


Ah! Essa chuva que cai

Com ela o meu pensamento

Muito longe se vai...

Lembro as estradas

Que me levavam

Lá para dentro das matas!

E o cheiro das vacas

Numa boiada sem fim.

Estrada das lajinhas

Curvas, pedras, areia...

Subidas e descidas

E lá vou eu, enfim...

A casa do seu Pedro Lúcio,

Depois já lá nos lageiros

A casa do amigo Benício.

Depois horas a descansar

Suor no rosto a correr!

Bicicleta a pedalar...

Ou passo a passo a andar.

Espingarda nas costas,

Uma onça pode pintar!

Agora eu fico a sorrir,

Das presepadas de então,

Mas a saudade a colorir

No fundo do coração

Essas marcas tão profundas

Lá de dentro do meu sertão.

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