Instilar a dor da prosopopeia
Gonorreia cósmica do verso
Lampejar o gemer do universo
Em simplicidade da menorreia
Disparar em bêbado falatório
Na solidão do eterno sacrilégio
E de poucos tremendo privilegio
Dos internos de algum sanatório
O desaguar em vaso quer de ouro
Ou saber que o louco não é tolo
Inventar que sabedoria vem em rolo
De pergaminho belo que é de couro...
Que não se engane o insuflar da vida
Instilando a sofreguidão no anoitecer
Na imensidão da eternidade atrevida,
Que não se cansa de tanto alvorecer
No vai e vem de noite e dia sem cessar
Pensando até hoje o que é instilar, insuflar...(?)
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 14.04.09
Nenhum comentário:
Postar um comentário