domingo, 6 de abril de 2025

Janela do passado


Estou fechando a janela do passado, definitivamente!

Foram em vão minhas tentativas de reabri-las, pena...

O fiz descuidado, confesso, como que institivamente!

Passado é só para os poetas que vivem a vida plena...


Não para mim, não sou poeta! Sou interplanetário...

De um infinito espaço sideral, não sei nem o começo!

Quis resgatar os que não tiveram infância, fui solitário...

Pobres miseráveis sem memória! Não mais os conheço!


Fecho a janela do passado para não mais me aborrecer,

Não achar nos odes das lembranças gotas para me morrer.

Fui um tolo, imaginei que o mesmo sentimento em mim,


Fosse o de todos com quem vivi e amei um dia... E assim...

Fecho com lágrimas a janela do passado, mas sem mágoas,

Sentimentos não se fabricam... Eles nascem como as águas.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 05.08.2014

20h13min [Noite]

Estilo: Soneto

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