O vento, a chuva, o sol
Água, maresia, a brisa
Mansamente tocando
Nos lábios meus e teus
O coração no peito
Batendo, pulsando
Nas veias da vida
Enquanto há sangue
Quente, frio, vermelho
Azul, transparente, [in]
Color [rindo] o soriso
Dos meus e teus lábios
Ah! Vida minha, tua
Não sei... Tempo, poeira
Solidão que deu certo
Pensamento alérgico
Na vida da vida sem vida
Só é, mas não está, e, só!
Não sei nem como explicar
Tremo diante dos lábios
Murmurantes, sussurrantes
Tremulantes, petrificados
Mas extremamente belos
No tempo do tempo que foi
Para a vida não importa
O tempo, lento, ligeiro
Galopante, supersônico!
Os lábios ficam e dizem
Sem palavras, sem dizer
[nada] se ouve, sem eles, o
coração bater nos lábios de
quem ama simplesmente. ama
ama
porque
sente
a
vida
na
lida
do
tempo
que
foi
mas
deixou
no
peito
a
marca
para
sempre
inexorável
uma
gota
do
próprio
sentimento
que
nunca
desaparece
quando
é
puro
e
verdadeiro
assim
como
as
pedras
que
não
se
vão
com
o
tempo.
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