Recebi aquela carta como quem amaria pra toda vida,
A li, como quem jamais iria amar outra pessoa assim...
Num turbilhão de meus sentimentos, na triste partida,
Foste tu que perdão viestes, arrependida, pedir a mim!
Chorei, como quem enterra a própria alma, imaculada,
E pendurei minha esperança à sombra de um cajueiro!
Foi ali, às margens do açude, com lágrima acumulada...
Que derramei todo pranto e joguei a carta num bueiro!
De desgraças, meu coração já estava cheio! Não mais...
Pensei, deixar transbordar com noticia tão traiçoeira!
Não me querer e por isso eu morrer, nunca... Jamais!
Derramei todo o meu amor... Mas foi coisa passageira!
Senti a ingratidão, como quem sofre assim injustamente,
Mas justiça é sempre de Deus, que tudo vê, secretamente.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 24.05.2014
21h52min [Noite]
Estilo: Soneto
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