domingo, 6 de abril de 2025

Lapso


Quantas poesias dediquei pra ti, minha amada!

À noitinha, pela manhã, na luz da madrugada,

Na beira do riacho, na mata virgem, lá na roça!

E quando à beira mar, naquela linda palhoça...


Não quero nem pensar que foi um triste engano,

Que por toda a minha vida te esperei sem medo,

Numa expectativa de um amor cruel e insano...

Entrelaçado em minha alma, menino, bem cedo!


Pra depois te perder, sem nem mesmo te ter tido,

Apenas de um pavor imenso fui mesmo possuído!

Quando a solidão me disse, por acaso do destino...


És um tolo! Foi, sim, um lapso! Ela nunca te amou!

Veio-me uma languida dor, choro... Ouvi um sino...

A decepção de quem nada mais tinha, tudo acabou.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 03.11.2012

18:43 [Noite]

Estilo: Soneto

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