Quantas poesias dediquei pra ti, minha amada!
À noitinha, pela manhã, na luz da madrugada,
Na beira do riacho, na mata virgem, lá na roça!
E quando à beira mar, naquela linda palhoça...
Não quero nem pensar que foi um triste engano,
Que por toda a minha vida te esperei sem medo,
Numa expectativa de um amor cruel e insano...
Entrelaçado em minha alma, menino, bem cedo!
Pra depois te perder, sem nem mesmo te ter tido,
Apenas de um pavor imenso fui mesmo possuído!
Quando a solidão me disse, por acaso do destino...
És um tolo! Foi, sim, um lapso! Ela nunca te amou!
Veio-me uma languida dor, choro... Ouvi um sino...
A decepção de quem nada mais tinha, tudo acabou.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 03.11.2012
18:43 [Noite]
Estilo: Soneto
Nenhum comentário:
Postar um comentário