domingo, 6 de abril de 2025

Incógnita [Ao querido amigo escritor Adrião Neto]

 Esperei-te entre os arbustos, ao cair do dia,

Na esperança de te ter inteiramente minha,

Naquela solidão, pensei, é muita covardia...

E coragem para desistir eu não mais tinha!


Enfrentei meus medos, fantasmas e visões,

Te quis a todo custo, entre cruz e aflições...

Poderosamente me agarrei à tua forte luz,

Não tive vergonha de aceitar a minha cruz!


Mergulhei no intenso negror daquela noite,

Sob os assombros, gritos, vento em açoite!

Nunca viestes para endireitar a minha vida...


Até hoje a minha pobre alma anda sentida...

Impedistes minha felicidade desde menino,

Tenha agora misericórdia de mim, destino.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 03.06.2023

15h35min [Tarde]

Estilo: Soneto

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