Esperei-te entre os arbustos, ao cair do dia,
Na esperança de te ter inteiramente minha,
Naquela solidão, pensei, é muita covardia...
E coragem para desistir eu não mais tinha!
Enfrentei meus medos, fantasmas e visões,
Te quis a todo custo, entre cruz e aflições...
Poderosamente me agarrei à tua forte luz,
Não tive vergonha de aceitar a minha cruz!
Mergulhei no intenso negror daquela noite,
Sob os assombros, gritos, vento em açoite!
Nunca viestes para endireitar a minha vida...
Até hoje a minha pobre alma anda sentida...
Impedistes minha felicidade desde menino,
Tenha agora misericórdia de mim, destino.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 03.06.2023
15h35min [Tarde]
Estilo: Soneto
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