domingo, 15 de dezembro de 2024

Eu vou...(?)

 

No interplanetário pensamento

Navegobolante intuitivo

Das diarréias pensamenticias

Me diz intergalacticamente

Plutaomente disverbiando

Onde haveria um causticante

Solificio para disparar os meus

Prorroborantes catastroficantes

Dizeres como já na prosopopéia

Do Taiseco que era na mais pura

Verdade não aceitativa o Capitão

Antonio Pereira de Araújo, mas

Pelas tantas cachacisticas tomativas

Nas garganticias do diabolistico

Ser não passava de um miseravilistico

Anti-ser que jamais seria humano

Humanisticamente na dialética

Planetariana terrestremente falando.

A não ser que fossem humanelos

Todos os papamentilisticos atribuídos

Santilisticos pelas santilidades

Das extraconjugacoes adverbiativas

Nas conjunçõstitualidades não

Constitruídas mas doloridamente

Falada nessas aberrações soluçadas.

E olha que eu não bebi ninguém,

Não comi muito menos e são

Apenas quinze horas e dezesseis

Minutos no horário oficial, só que

La de Brasília, como eu não estou la...

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 30.12.08   

Eu via... Quando criança

 

Quando eu era criança,

Eu via a lua clareando a rua

a lagoa, refletindo a canoa.

o rio, debaixo da ponte.

o horizonte...perto da fonte...

Ah! Quando eu era criança!

 

Quando eu era criança,

eu via o ninho e os

passarinhos, o espinho e a flor,

nos jardins, os papa-capins.

nas aletas, as borboletas,

Ah! Quando eu era criança!

 

Quando eu era criança,

eu via os animais, na roça

os milharais, de longe os

canaviais e bem de perto

os lindos coqueirais...

Ah! Quando eu era criança!

 

Quando eu era criança,

eu via as árvores frutíferas

nos quintais, as vacas nos

currais, os lindos babaçuais

e via os verdes matagais...

Ah! Quando eu era criança!

 

Quando eu era criança,

via os bois encaretados

as velhas rezando o terço,

os velhos no reisado,

os jovens nos festejos

Ah! Quando eu era criança!

 

Quando eu era criança,

via as catirinas, as pipiras

no alçapão, via as galinhas

nos poleiros, os patos e o

marrecão no açude vicentão...

Ah! Quando eu era criança!

 

 

Quando eu era criança, Via isso

e muito mais, via curicas e zés,

jandaias e xorrós, azuzinhas e

fogo-pagou, estilingues a mirar

e muitos pássaros a tombar...

Ah! Quando eu era criança!

 

Quando eu era criança,

eu via as cobras, as labigós

e os calangos, os teús e

as cutias, e os caçadores

que as abatia, noite e dia...

Ah! Quando eu era criança!

 

Quando eu era criança,

via os primos pedindo a bênção

para os tios e os padins, para as

vós e os avôs, e até para os de

fora, só por serem respeitosos.

Ah! Quando eu era criança!

 

Quando eu era criança, via os pés

de taturubá e também os de juá,

carregadinhos de frutos, e via a tia

Bilar tirar água do poço e a dona

Loura com a lata d’água na cabeça...

Ah! Quando eu era criança!

 

Quando eu era criança,

via longe a procissão, e de perto

eu via fazerem das redes um

caixão, via os defuntos serem

jogados nos buracos bem fundão...

Ah! Quando eu era criança!

 

Quando eu era criança,

via nos olhos da infância

dos meninos do meu tempo

uma grande esperança, que

não se perdia ao vento...

Ah! Quando eu era criança!

 

Quando eu era criança, via o

caminhão de mandioca, no interior,

era o meu pai Zé Martins, não era

pra fazer tapióca, era pro Gado do

Gil e do Aníbal, na capital, Teresina...

Ah! Quando eu era criança!

 

Quando eu era criança,

via a Feitoria, como não vejo

Agricolândia, era linda, era o tempo,

era a minha infância em que eu tudo

via, com olhos vivos de alegria...

Ah! Quando eu era criança!

 

Quando eu era criança,

via meu irmão Gregório, se esconder

atrás da placa, quando vinha um

touro bravo na mesma direção e ele

fugir depressa para não se esmagar...

Ah! Quando eu era criança!

 

Quando eu era criança,

eu via o tempo que não passava e

nunca imaginava que ele se ia

tão depressa e na minha mente

fosse deixando apenas as marcas...

Ah! Quando eu era criança!

 

Quando eu era criança,

eu via a preocupação, só nos olhos

dos mais velhos e não via que chegaria

a hora em que eu também faria parte

desse grupo de viajantes do tempo...

Ah! Quando eu era criança!

 

Agora olho, mas não vejo mais

como eu via, quando eu era criança!

tudo se foi e ficou apenas, indelével,

a lembrança e com certeza, marcante,

a grande saudade daquele tempo...

Ah! Quando eu era criança!

Eu vi...

 

Eu acordei na madrugada,

E olhei naquele meu céu,

Vi um sol iluminando a estrada...

Uma visão estranha, ao léu!

 

Adormecido ali, profundamente dormia,

Na madrugada um sol me alumia?!?

Temos dois sóis, um da noite, um do dia?!?

E despertando, o mistério me perseguia...

 

Olhei aquele meu céu, lindo...

Uma lua ao meu encontro, vindo!

Não estou sonhando e da janela...

 

Eras tu, vestida de sol á noite, bela!!

E no amanhecer com adereços de lua...

Te entregavas a mim, todinha nua!!

 

Poeta Camilo Martins

25.11.2022 - 07:42h

Eu Vi...

 Vi um caminho aberto

E longo sem final

Vi então que estava perto

Do amor original.

 

Vi no rio a bonança

Na flor vi a beleza

No seu rosto a esperança

O amor e sua grandeza.

 

Vi que de tanto chorar

Estava vazio o meu ser

Vi que não podia falar

O que sinto por você.

 

Sem falar o que tudo vi

Olhei com grande emoção

E algo que nunca senti

Me tocou no fundo do coração.

 

(22/05/82)

Eu vejo

 

olho

         seja o que for

ou não for

                 olho na flor

       vejo

o que não

                penso

em ver

                 ter a vida

       ou

         a diferença

quem

              faz

sei lá

                        conecta

o desconexo

                 da vida

ou vegetação

                                do ser

inumano

                   tirano

         puritano

sábio?

                      quem dera

        olho

o quê?

                     o sol

não vejo

                 nada

   mentira

                que tira

           a retina

                                do mesmo

lugar

              da terra

que gira

                por todos

os lados

                      de lado

que lado?

                     gira

    o giro que

quer e

ninguém

       tem nada

                  com isso

vamos

             ver o fim

  da terra

           mergulhando

   nela mesma

                                   sei não

é fogo

           derretido

 vazando

                          pelo ladrão

      do fundo

            do

    mar

           que vai

atingir

            o magma

do meu

pensamento

          emoções

      sentimentos

                               paz e amor?

    onde

             quero ir

pra esse lugar

                         não sei

         não vi

realmente

         não existe

não vejo

            mesmo que olhe

e olhe muito

          bem

para o lado

               pra cima

pro infinito

                          é...

pode ser

           ou não

tudo é

                   relativo

a paz pode

                  está bem dentro

no fundo do coração

         de cada um

que raciocina.

            e vai

em busca

                  do amor

       da bondade

                   da felicidade

que só

              existe

pra quem

           realmente

                 acredita

então

                   e

é  verdadeiro

                       ser humano

isso é que 

                     é ser

       p e s s o a

físico

e     coração

                  mente

          e alma

                      sentimento

      sem ressentimento

vida sem maldade

                  bondade

 sem esperar

                    receber de volta

o        que deu

                          sem cobranças

         coração ao

                         alto

a m é m!!!!!!!!!

Eu Senti

 

As batidas do teu coração quando sofrias!

Ao redor de ti chorei muitas vezes infeliz.

Vi anjos, serafins, querubins e almas frias,

Não era esse o fim que eu sempre quis...

 

É imprevisível essa história de viver e amar,

Em um mundo que triste, pobre e escuro,

Vai aos poucos rumo ao buraco negro no ar,

Para nunca mais voltar a um grandioso futuro...

 

Que sentença horrível essa nossa querida,

Viver uns poucos e míseros setenta anos,

Sofrendo numa angustia e a alma ferida,

 

Frustrados todos os planos em desenganos.

Eu senti que partias de desgosto e solidão,

Mas nada pude fazer... Assim as vidas se vão.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 21.07.09

Eu sei... É o amor

 

eu sei!

                eu sei!

Não há vida sem amor

 

                eu sei!

                eu sei!

Não há amor sem vida

 

eu sei!

                eu sei!

Minha vida é o teu amor

 

eu sei!

                eu sei!

Teu amor é a minha vida

 

eu sei!

                eu sei!

Nosso amor é a própria vida

 

eu sei!

                eu sei!

A própria vida é o nosso amor

 

eu sei!

                eu sei!

Nos unimos pelo amor

 

eu sei!

                eu sei!

Pelo amor somos unidos

 

eu sei!

                eu sei!

A felicidade está no amor

 

eu sei!

                eu sei!

No amor está a felicidade

 

eu sei!

                eu sei!

Tudo se resume no amor

 

eu sei!

                eu sei!

No amor se resume tudo

 

eu sei!

                eu sei!

Com amor vamos ao infinito

 

eu sei!

                eu sei!

Ao infinito vamos com amor...

Eu sei que há

 

Há um fio de esperança,

Oh, Deus, eu sei que há.

No sorriso da criança,

Num lindo sol a raiar.

 

Há um tênue fio

Que lampeja,

Entre mim e o rio

E a alma almeja...

 

Do peito o passar a dor,

Da alma ir a solidão,

Na calma ficar o amor,

No fundo do coração.

 

Assim hei de me sentir,

Nesta vida bem feliz,

E nunca, jamais mentir,

Do que sonhei e o que fiz.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 15.09.08

Eu sei que

 É loucura, covardia, sei lá...

Talvez até uma alucinação!

Mas teu perfume impregnado...

E essa visão intensa de você!

Fantasmas de um passado...

Tão presente dentro de mim!

 

Psicótica mania de lhe ter...

Vazio que interfere em meu ser!

E uma luz que se apaga ao céu...

Em pleno clarão que se propaga!

No deserto do meu interior...

A mansidão do aconchegado fel!

 

Não desabafo e fluem os néctar...

De uma ferida que não cicatriza!

Sinto os vultos da desilusão...

E suplico à morte que me leve!

Em dor tremenda de decepção...

A terra sempre afunda onde piso!

 

Na movediça vida que desperdiço...

Onde teimo em chorar aos prantos!

Em soluços que não me traduzem...

Só a menos que nada me reduzem!

E você a me olhar com desprezo...

Dizendo-me apenas que fui um peso!

 

Doce e rude coração sem sentimentos...

Aonde vai sem os meus sábios pés?!

Andar ao léu perdida e atordoada...

De mãos dadas com o silencio e a dor?!

Eu saro teus pesares, perdidos olhares...

Na imensidão do seu espaço sideral!!

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 08.06.2011

Eu Quero

 

Quero apenas voltar no meu canto,

Quero reviver no meu chão santo,

As mesmas coisas que eu fiz menino!

Quero ser novamente garoto malino...

 

Quero viver sempre e eternamente,

Dentro do peito e na minha mente,

O jeito tão simples de ser criança!

Pura, sem maldade ou desconfiança.

 

Quero ouvir os pássaros no amanhecer...

Sentir a brisa mansa e ver a relva nascer!

Ao meio dia, tudo e tranquilidade e paz,

E ao pôr do sol eu quero sempre mais.

 

Eu quero os amigos sempre por perto,

E o que temos aqui de mais sagrado!

Na esperança de se ter o que é certo,

 

Ando nessa luz que alumia o prado...

Vivendo sempre o menino esperto,

Na alma livre de um ser amado.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 17.11.08

Eu queria saber...

 Bem que eu gostaria

Se fosse possível

Algum dia...

 

Por um acaso

Ou a propósito...

Saber do poeta...

 

Valente e destemido

Onde busca o

Ar puro da poesia...

 

Em que dimensão

Cérebromeridionialtica

Cosmovisional...

 

O poeta encontra

No mergulho

Profundo do ser

 

Um sorriso para a

Lágrima, uma

Esperança para a dor...

 

A confiança para

A angústia, um

Sim para o não...

 

Onde, poeta, onde?

Encontras tantas

Saídas assim?

 

Saídas para o

Labirinto difícil

Da vida da gente...

 

Ah! Se eu soubesse!

Chorava sorrindo...

Viveria sem medo.

 

Oh! Lágrima molhada

De sangue que o poeta

Doura de ouro...

 

 

Que esperança eterna

minha alma espera...

um sim difícil de sentir!

 

Aonde vai poeta,

Novamente, assim

Tão depressa?

 

Estás sonolento...

Pensativo e calmo...

Poeta...Poeta... se foi!

 

Poeta Camilo Martins

Eu Proponho...

 

Proponho que as crianças continuem sorrindo,

Que a inocência delas seja para sempre assim,

Nesse lindo contentamento puro e cristalino,

Que imagino tudo isso no coração para mim.

 

Eu proponho que as pessoas grandes que são,

Usem sempre o bom senso e o melhor perdão,

Para alcançar aqui nesta vida a boa felicidade,

É preciso sorrir e sempre amar de verdade...

 

Eu proponho enfim que todos unam corações,

E cantando bem alto as mais belas canções,

Digam à todos que nesta união há paz e amor!

 

E que estão cansadas de tristeza e tanta dor.

Que agora a proposta é ser outra vez criança,

E encher o mundo todo de alegria e esperança.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 25.09.09

Eu pensava...

 

Quando eu crescer...

Quero ver a minha terra

Mais bonita e frondosa.

 

Quero ver minha família

Mais fagueira e caridosa

Quando eu crescer.

 

Quando eu crescer...

Quero ver bem prateada

Minha rua enluarada.

 

Clareando todo o sertão

Com seu formoso clarão

Quando eu crescer.

 

Quando eu crescer...

Na vida vou ser feliz,

Terei tudo que sempre quis.

 

Fazer o que não fiz ainda...

A vida toda bem-vinda!

Quando eu crescer.

 

Quando eu crescer...

Vida de menino terei...

Eu sempre vou ser o rei!

 

Pode não ser o que sonhei,

Mas o melhor eu já realizei...

Quando eu crescer.

 

Quando eu crescer...

Eu já tive muita felicidade,

Apesar da pouca idade.

 

Ser feliz quando criança,

Ter uma vida de esperança!

Quando eu crescer.

 

Quando eu crescer...

Quero ter tudo na lembrança,

Cultivando sempre a confiança.

 

Poeta Camilo Martins

Eu Passo

 

Passo a passo

passando

passo

 

pelo lago

pelo rio

pelo mar

 

passo

passeando

pasmo

 

pela selva

pela mata

pela relva

 

passo largo

passarei

pela vida

 

pelo joão

pelo josé

pelo pedro

 

passo

porque todos

passam

 

passaremos

pelos pássaros

pelo átomo

 

passa

pelo monte

pela ponte

 

ponte que liga

para passar

pelo inferno

 

pelo céu

pelo lindo

pelo belo

 

passando

pela flor

pelo infinito

 

passo descalço

pisando o vento

passando as nuvens

 

pensando na gente

pés frágeis, mas,

passando em paz

 

penso que assim

perto está

para passar

 

para a outra vida

pelo abismo

pela sepultura

 

pela infelicidade ou

pela felicidade

pelo desejo

 

pelo que for

pela perda

pela dor

 

pelo sentimento

pelo fingimento

pela noite

 

pelo dia

passarás

pela lágrima

 

pela angústia

pela calma

pela tempestade

 

 

pela chuva calma

pelo sacrifício

pelo orifício

 

pela purificação

pela justificação

para a glorificação

 

para a eternidade

para a felicidade

pela cristandade

 

pelo prazer de

passar por isso

pela recompensa

 

passar não por

passar somente

passar para viver

 

passar para sorrir

passando muito bem

passeando pelo trem

 

pelo trem da vida

passando e levando

paz para o coração

 

passando pra trás

pela janela tudo que

passa e não presta.

 

passa e não volta

para o silêncio

pra sempre

 

paranás da vida

peixes podres

poderes sujos

 

poderás quem sabe

poder saber

para que serve

 

 

prata, ouro, enfim

pintando de azul

pedras douradas

 

pensando ser a

pérola da vez, mas são

porcos enlameados

 

passa, passa, tudo

passa e se vai

passando vai...vai.

 

pregos, cravos

pregados ferem

presos à mão e à dor.

 

passos lentos

pisando o chão

pés feridos no sertão

 

paraíso abandonado

paisagens abstratas

pelo olhar sangrento

 

pinguins ou visões?

patos ou piras acesas?

pessoas ou árvores?

 

prometo acordar

pois tudo passa

passará essa visão

 

pronto, está

passando o

pesadelo

 

peso demais

para mim

pequeno que sou

 

parabéns então

por suportar

pranto e dor

 

 

plumas e aromas

palmas e vivas

pra todos que vão

 

passando e ouvindo

pensando e vendo

plantando e colhendo

 

penteando a solidão

prateada de ilusão

pranteando o coração

 

passo a passo eu

passo no compasso

do meu passo

 

passo no espaço

parcialmente

palaciano da vida

 

posso passar lutando

pelo prazer de morrer

por meu querido Piauí?

My Heaven

                                    A Minha amiga Giovanna Vieira Quando me dei conta, já estava envolvido, E os sentimentos todos em partes...