Grandes gotas vão se cristalizando ao cair,
Solo infértil, luz sem clarear a amplidão...
No peito somente o ribombar do trovão!
E ainda choro, mesmo depois do sol sair...
É um bem ti vi que canta, um sanhaço que voa,
Um vinvin na varanda e uma xorró no quintal...
E na memória as visões de minha terra natal!
Para aprofundar ainda mais minha dor, à toa...
Aí, que dor doída, meu Deus! Que solidão pai!
Amados mestres que já se foram, socorro daí...
A um coração que se derrete em prantos agora,
Sentindo enfim que já chegou mesmo sua hora!
Pois este chão que pisa não é o seu e a vida...
Há tempos, foi sim, tristemente, mais que abatida.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 15.05.2012
10:37 [Manhã]
Estilo: Soneto
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