domingo, 15 de dezembro de 2024

Ecos do Mistério

 

Há um mistério neste mistério...

Como pode cada cálix de felicidade,

Vir misturado a uma gota, indelével,

De dor, lágrimas e amargura?...

 

Do peito verte o sangue etéreo...

Que vem mesmo desde a tenra idade,

E a ferida alma chora em revel,

A senda a trilhar da vil agrura!

 

Oh! Ser que sofre na miséria pobre...

De uma via que não há um desviar,

Segue rumo a um cruel desfiladeiro,

 

E tem na sua essência um gesto nobre,

Tirar do desgraçado o respirar...

Como golpe de misericórdia verdadeiro!

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 04.04.2011 

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