Quando te olhei, pela primeira vez, a lua que nos iluminava
Não era a mesma que no céu se enchia de mil amores...
Eu ia andando e ela ia comigo, eu sorria e ela cochichava!
Baixinho ela me dia com ar de envergonhada... As flores!
Daí eu lembrava que havia um ramalhete só para ti!
Milhares de pétalas a nos cobrir das gotas de orvalhos...
Tu corrias, como quem seguia rumo ao riacho do quati!
E eu já cansado, respirava e suspirava o ar dos carvalhos!
À noite sempre nossa amiga, com a lua ali de companheira,
E na imensidão da nossa imaginação, o mundo todo parava,
À nossa espera! Quanto amor, amor, naqueles raios de luar!
Desde então, passei a admirar ainda mais este teu lindo olhar!
Espera, espera um pouco mais, porque já te vais? ... Faceira...
Hoje, longe no tempo e espaço, sei, desde sempre me amava.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 05.01.2015
20h06min [Noite]
Estilo: Soneto
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