domingo, 15 de dezembro de 2024

Espera...

 

Quando te olhei, pela primeira vez, a lua que nos iluminava

Não era a mesma que no céu se enchia de mil amores...

Eu ia andando e ela ia comigo, eu sorria e ela cochichava!

Baixinho ela me dia com ar de envergonhada... As flores!

 

Daí eu lembrava que havia um ramalhete só para ti!

Milhares de pétalas a nos cobrir das gotas de orvalhos...

Tu corrias, como quem seguia rumo ao riacho do quati!

E eu já cansado, respirava e suspirava o ar dos carvalhos!

 

À noite sempre nossa amiga, com a lua ali de companheira,

E na imensidão da nossa imaginação, o mundo todo parava,

À nossa espera! Quanto amor, amor, naqueles raios de luar!

 

Desde então, passei a admirar ainda mais este teu lindo olhar!

Espera, espera um pouco mais, porque já te vais? ... Faceira...

Hoje, longe no tempo e espaço, sei, desde sempre me amava.

 

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 05.01.2015

20h06min [Noite]

Estilo: Soneto

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