(é lembrando que se
morre)
Ah! aquelas matas,
como podem
estarem tão vivas
na memória?
Por mais que eu não
as queira,
as imagens passam
uma a uma.
Que tortura, meu
Deus, para mim
toda a minha vida, viver assim
tão longe de tudo
e de todos...
e com o coração tão
perto.
É muito, pra mim, eu
bem sei
morrerei,
certamente, infeliz
se não voltar a viver
ali
respirar aquele
ar, subir a serra...
Abraçar a minha
gente feliz,
rever os pássaros com
seus cantos!
amar de novo o pó
que pisei
o açude em que eu
mergulhei.
As palmeiras que me
encostei,
as lagoas que eu
tanto pesquei...
Os amigos que sempre
amei
as casas de palha,
os ranchos...
As roças queimadas
pra plantar!
o aroma gostoso do
melão,
o perfume do milho
e do arroz,
a chuva linda a cair
suave.
Oh! Deus bendito, não
me deixe
morrer tão longe!
E, se eu morrer,
que nunca morra
aquele lugar
que é muito
especial pra mim.
Poeta Camilo
Martins
Aqui, hoje,
15.01.09
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