À Odinéia
Martins
Noites longas, meu anjo, insuportáveis...
Terrível castigo impuseste ao nosso amor,
Não bastassem, as tardes intermináveis...
Até o perfume se foi... Com minha flor!
As manhãs sempre chuvosas... Doçura,
Onde estás que não mais me protege?
Em qual das nuvens estás, isto é loucura,
Ou te vejo no astro que minha vida rege?!
Estou apenas fingindo ou sou verdadeiro,
Quando digo que te amo com a alma?...
Não sei mais, o coração é muito traiçoeiro!
A lágrima recordativa, certeza, não acalma,
E esta angústia é bem maior, neste vazio...
Vão-se as mágoas rolando longe, pelo rio!
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 21.01.13
20:17 [Noite]
Estilo: Soneto
Nenhum comentário:
Postar um comentário