(À Ana Maria Braga)
Te olho, enxergo um mundo
Sofrido de dor... De uma dor
Tão profunda e fria que não
Tenho como expressar, pois,
De tão dolorida, transpassa
O tempo e o espaço da vida
Da gente que sente e vive...
mas,
te olho, mesmo assim,
e,
te olhando sinto a dor;
senti
tua agonia revolta
em
sepulcral silêncio, e me
calei
diante do sentimento
de
tua alma amargurada,
angustiada,
mas, resignada.
Num momento, pensamento
Vago no crepúsculo do dia,
Senti um vento, lento, mas
Aos poucos foi crescendo
E de momento vi o espelho
Caindo e partindo-se em
Mil pedaços pelo quarto!
imaginei, está tudo acabado!
parei,
refleti... Foi melhor
assim!
Estava sendo egoísta
olhando
apenas para mim!
e,
não sofrerei mais vendo
tanto
sofrimento em uma
só
criatura angelical.
Sim, eu estava enganada.
Pois quando os pedaços
Lentamente fui juntando
Um a um, parte por parte
Observei que não mais veria
Meu semblante num espelho
Inteiro, mas em milhares dele.
e
ouvi vozes que diziam:
veja!
Você é o nosso espelho!
nós
te vemos assim em cada
pedaço
desse, e você nos vê
também!
E quando verteres
alguma
lágrima nós todos
estamos
aqui para enxugá-la!
E quando deres desses teus
Belos sorrisos... Ah! Daí todos
Nós seremos para sempre
Felizes! Sim, querida, é que
Não precisamos de um grande
Espelho, mesmo os pedaços
São importantes para a vida.
as
lições que trazes nos faz
olhar
para fora de nós e ver
as
necessidades um do outro
e
refletem bem a vida da gente
e
assim todos podem nos ver,
autênticos,
sinceros e alegres
assim
como somos... Gente.
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