Que o vírus da lembrança
seja devorado pelo mais
cruel e desenganoso monstro
das ilusões perdidas nas
profundezas do desgosto.
Esquecimento fonte que não
seca e se aprofunda na mais
cruel das agonias fazendo
do morto a viva simpatia.
Vivendo a vida desgostosa
desse jeito é melhor morrer
e ser devorado pelos abutres
nojentos da melancolia.
Mas é preciso que soframos
um pouco para que fique
encravada nas carnes as
cicatrizes espinhosas
da amarga saudade.
Mas apagarei e esquecerei
dessa vida a cruel labuta
quando não puder sentir de
ti mais o perfume esplêndido
do teu beijo amado.
Da série Desgostos da Minha Terra
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