Oh! Minha alma que está triste e cansada,
Na paz que a solidão me traz por sorte...
Coisas que o mistério da própria morte,
Tenta explicar, com palavra impensada...
Eu me encontro hoje nesse encantamento,
Entre o que pretendia ser e o destino agora.
Grito preso na garganta... E a lágrima aflora!
Tamanha é a dor deste meu descontentamento.
Na incompreensão deste caminho que é deserto,
E essa luz tênue de um brilho que nunca alumia...
Não estou mais a suportar esta vida assim tão fria,
Nesta imensidão de mar revolto e futuro incerto,
Cada vez mais mingua no meu coração o desejo,
Quanto mais quero felicidade... Olho, mas não vejo.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 01.08.09
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