domingo, 15 de dezembro de 2024

Então...

 

Foi lá, no sertão, debaixo de um sapé,

Ali mermo, pertinho de um pé de jatobá,

Que eu me escondi, pra ver ela se banhá,

Naquele riachinho, sim... No igarapé...

 

Fiquei espiando que nem suçuarana brava!

Olhos aguçados e sem piscar nem por nada,

Ah! Eu tinha que ver bem aquela linda fada!

Tirando aquela roupa... Maravilhosa estava...

 

Então veio o momento mais encantador...

Ela cantava e mergulhava! A música dizia:

Vem, vem aqui, vem logo, meu grande amor!

 

Não finja que me esqueceu, fosse eu não fingia!

Aquela música está inté hoje no meu peito...

E na memória, o seu escultural corpo, perfeito.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 31.03.11

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