Essa estrada foi sempre
A mais percorrida por mim.
E a estrada que vai desde a
BR trezentos e dezesseis
Até a minha, antes, feitoria, agora
A “linda” cidade de Agricolândia!
Logo na entrada está a casa
Da tia Duzinha e seu Raimundinho.
Vou a pé, são pouco mais de
Sete kilometros
ate lá...
A estrada já foi muito ruim,
Hoje está mais que ótima...
Roça de melancia de um lado,
Sobe uma ladeira, do lado
De uma enorme piçarreira.
E vai ouvindo o canto dos
Pássaros por todo canto!
Logo em seguida está um
Patrimônio que é o buraco
D’agua, com muito amigos.
O Zezinho era um desses
Mas o destino que ele traçou
O fez tirar a própria vida,
Pobre miserável Zezinho,
Porque se matou? Enfim...
Mais à frente está a casa
Do meu amigo Bruno,
É pai do meu amigo de
Infância Francílio, o homem
Do estilingue! Pouco antes
De ir à Brasília era baladeira...
Depois voltou falando
Que a nossa baladeira
Tinha mudado de nome e
Agora era estilingue! Canhoto,
Muito bom no tiro, acertava
Um beija-flor a uma boa
Distancia, era admirável!
Quando a gente era criança
Eles foram atingidos por
Um raio, ao voltarem da roça
E quase que morreram.
O terreno é uma pequena chácara,
Cheia de pés de caju... Linda!
Na curva um terreno do
Seu Evaristo Reis, meu
Grande prefeito! Dava pra
Ver uma velha casinha e
Um poço abandonado.
Depois tem o cemitério,
“Dadonde veve os mortos!”
Ali onde em mil novecentos
E setenta e dois sepultamos
Meu avô paterno, pai Raimundo,
em setenta e quatro a minha
querida avó Egidia, em oitenta
e seis a inesquecível avó materna
Mãe iza, ou Luiza e já agora
Em dois mil e cinco no dia
Do meu aniversário, sepultamos
O meu querido pai, José Martins.
Claro, entre muito outros
Parentes e amigos guardados
Com muito carinho na memória.
Quando menino eu tinha
Muito medo de passar
Por ali, principalmente
Se fosse noite muito escura.
Mais à frente é a casa do
Seu Zeca Veloso, que depois
De velho resolveu que não
Queria morrer de morte
Tão natural, então colocou
Uma corda no pescoço
E se enforcou, pois bem...
A casa dele era o ponto
De referência da cidade,
Quando o ônibus do Jurandir
Estava chegando já se dizia
que estava lá na casa do seu
Zeca Veloso... Tá chegando!!
Todos iam para as portas
Das casas para ver quem
Chegava à pequena grande
Cidade de Agricolândia...
E já chegando à cidade
Morava o meu querido
Tio José Bernardo, era marido
Da minha tia Pastora, irmã
De minha mãe, mulher
Muito amada e amável!
Tinha um tear em sua casa
E fazia lindas redes bem
Tecidas e enfeitadas com
Varandas de flores coloridas!
E a placa a anunciar e dar
As boas vindas à cidade.
Está tudo indelével em meu
Coração que não cansa
De amar sempre aquele lugar!
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