domingo, 15 de dezembro de 2024

Estaca a Zero

 

Essa estrada foi sempre

A mais percorrida por mim.

E a estrada que vai desde a

BR trezentos e dezesseis

Até a minha, antes, feitoria, agora

A “linda” cidade de Agricolândia!

Logo na entrada está a casa

Da tia Duzinha e seu Raimundinho.

Vou a pé, são pouco mais de

Sete kilometros ate lá...

A estrada já foi muito ruim,

Hoje está mais que ótima...

Roça de melancia de um lado,

Sobe uma ladeira, do lado

De uma enorme piçarreira.

E vai ouvindo o canto dos

Pássaros por todo canto!

Logo em seguida está um

Patrimônio que é o buraco

D’agua, com muito amigos.

O Zezinho era um desses

Mas o destino que ele traçou

O fez tirar a própria vida,

Pobre miserável Zezinho,

Porque se matou? Enfim...

Mais à frente está a casa

Do meu amigo Bruno,

É pai do meu amigo de

Infância Francílio, o homem

Do estilingue! Pouco antes

De ir à Brasília era baladeira...

Depois voltou falando

Que a nossa baladeira

Tinha mudado de nome e

Agora era estilingue! Canhoto,

Muito bom no tiro, acertava

Um beija-flor a uma boa

Distancia, era admirável!

Quando a gente era criança

Eles foram atingidos por

Um raio, ao voltarem da roça

E quase que morreram.

O terreno é uma pequena chácara,

Cheia de pés de caju... Linda!

Na curva um terreno do

Seu Evaristo Reis, meu

Grande prefeito! Dava pra

Ver uma velha casinha e

Um poço abandonado.

Depois tem o cemitério,

“Dadonde veve os mortos!”

Ali onde em mil novecentos

E setenta e dois sepultamos

Meu avô paterno, pai Raimundo,

em setenta e quatro a minha

querida avó Egidia, em oitenta

e seis a inesquecível avó materna

Mãe iza, ou Luiza e já agora

Em dois mil e cinco no dia

Do meu aniversário, sepultamos

O meu querido pai, José Martins.

Claro, entre muito outros

Parentes e amigos guardados

Com muito carinho na memória.

Quando menino eu tinha

Muito medo de passar

Por ali, principalmente

Se fosse noite muito escura.

Mais à frente é a casa do

Seu Zeca Veloso, que depois

De velho resolveu que não

Queria morrer de morte

Tão natural, então colocou

Uma corda no pescoço

E se enforcou, pois bem...

A casa dele era o ponto

De referência da cidade,

Quando o ônibus do Jurandir

Estava chegando já se dizia

que estava lá na casa do seu

Zeca Veloso... Tá chegando!!

Todos iam para as portas

Das casas para ver quem

Chegava à pequena grande

Cidade de Agricolândia...

E já chegando à cidade

Morava o meu querido

Tio José Bernardo, era marido

Da minha tia Pastora, irmã

De minha mãe, mulher

Muito amada e amável!

Tinha um tear em sua casa

E fazia lindas redes bem

Tecidas e enfeitadas com

Varandas de flores coloridas!

E a placa a anunciar e dar

As boas vindas à cidade.

Está tudo indelével em meu

Coração que não cansa

De amar sempre aquele lugar!

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