Escalo-te, como quem
Quer a glória,
Passo a
passo,
Amasso
o seio
Que a luz esconde,
Onde não vejo
O tesouro que
Se pode
ter...
E querer o afago,
Num cruel trago.
Insisto e sigo,
Consigo dar passos,
Numa trilha,
Que não brilha...
Traiçoeira e perigosa!
Não tenho guias,
Mas sou
guiado mesmo assim,
Minha
alma,
Na palma da mão...
E na boca
o coração.
Escalo e calo, Calmo,
Palmo a palmo...
Devagar!
Respiro profundo;
Nem sou mais eu,
Não vejo o mundo.
Oh! Everest corpóreo e
Misterioso em essência...
Tens a cor da neve
do topo,
E o perfume
sanguíneo
Dos sacrificados
alpinistas!
Não desisto, sou otimista!
Mas realista...
Minha
escalada é vã.
Insólita e sob a pena
Da
solidão.
Paro, é muito
caro,
O
preço...
Tenho apreço
por mim!
Acordo e adormeço e
somos
Molhados pelo
mesmo orvalho!
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 07.05.2010
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