É loucura, covardia, sei lá...
Talvez até
uma alucinação!
Mas teu
perfume impregnado...
E essa visão
intensa de você!
Fantasmas de
um passado...
Tão presente
dentro de mim!
Psicótica
mania de lhe ter...
Vazio que
interfere em meu ser!
E uma luz
que se apaga ao céu...
Em pleno
clarão que se propaga!
No deserto
do meu interior...
A mansidão
do aconchegado fel!
Não desabafo
e fluem os néctar...
De uma
ferida que não cicatriza!
Sinto os
vultos da desilusão...
E suplico à
morte que me leve!
Em dor
tremenda de decepção...
A terra
sempre afunda onde piso!
Na movediça
vida que desperdiço...
Onde teimo
em chorar aos prantos!
Em soluços
que não me traduzem...
Só a menos
que nada me reduzem!
E você a me
olhar com desprezo...
Dizendo-me
apenas que fui um peso!
Doce e rude
coração sem sentimentos...
Aonde vai
sem os meus sábios pés?!
Andar ao léu
perdida e atordoada...
De mãos
dadas com o silencio e a dor?!
Eu saro teus
pesares, perdidos olhares...
Na imensidão
do seu espaço sideral!!
Poeta Camilo
Martins
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