De um lado era o cais
Dos outro, os
babaçuais.
A velha ponte
a nos olhar
E nós ali juntos a amar.
Quanta água eu
amei
E todas passaram, eu sei...
E foram para o mar sem fim,
Mas ficaram dentro de mim.
Jamais esquecerei as águas...
Nada cura minhas mágoas!
Meu rio hoje é
de lágrimas...
Quando viro da
vida as páginas.
Ainda vejo lá no
horizonte
O sol se pondo atrás do monte
E ali, nós dois, eu e o rio...
E das aves se
ajuntando, o pio.
Levarei por toda vida essa sorte
Rio Parnaíba - que nem a morte
Tire de nós a doce essência
De ter ficado
juntos na existência.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 13.11.08
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