Estaca perversa que perfura o meu verso,
E sangra minha alma, coberta de dor,
Pingo a pingo, gota maior do meu amor.
Oh! Buraco negro no coração do universo.
Extrema beleza de flor no teto dependurada,
A enfeitar no âmago da vida o interior...
De um ser que vela dia e noite ao sabor
Do vento da tristeza de uma vida atormentada.
Vês que eu sou assim, desse jeito, estalactite...
Cresce dentro de mim essa amargura imensa,
E me derrete com tal dor que por ser intensa
Tudo se vai, como fumaça, e eu fico tão triste!
Mas continuo... Choro... E lagrimas se vão...
E vejo, não distante, outro ser em formação.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 10.05.09
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