domingo, 15 de dezembro de 2024

Eternidade

 

(1) Imaginando sempre a eternidade,
(2) Vejo uma grande luz que me alumia.
(3) Ela me conduz com passos firmes,
(4) E mostra para mim o rumo certo...
(5) Bem no alvorecer de um alegre dia.
(6) Não quero perder essa maravilha de luz,

(6) Nem um foco sequer da poderosa luz.
(1) Quero ir até o início da eternidade!
(5) Ver o primeiro raio de um novo dia.
(2) Braços e mãos que o segura e alumia.
(4) Ficarei bem emocionado, isso é certo.
(3) Não sei se o verei, meus pés tão firmes.

(3) Caminhando em estradas e chão firmes.
(6) Já imagino o brilho esplendido dessa luz.
(4) Me perco pensando, mas estou certo.
(1) Porque é mesmo um mistério a eternidade.
(2) Mas há uma luz interior que me alumia...
(5) Jamais vou deixar de sonhar com esse dia.

(5) À noite, as estrelas, mas o sol vem de dia,
(3) O brilho é intenso, seus raios são firmes.
(2) Quem pode apagar esse raio que alumia?
(6) Só Deus, o criador, faz na noite nascer luz!
(1) E quando sair deste mundo para a eternidade,
(4) Daí, felicidade, alegria e amor, tudo é certo,

(4) Quem garante? Jesus, o Deus, é certo!
(5) Quando Ele vier, não haverá noite, só dia.
(1) Para os crentes n’Ele, é o começo da eternidade.
(3) Pensamentos e ações devem estar bem firmes,
(6) Pois não haverá como fugir da fulgurante luz!
(2) De Sua boca sairá o raio que fulmina e alumia.

(2) Aos descrentes trevas, aos salvos, seu rosto alumia.
(4) Creia, está na santa Bíblia, é tudo mais que certo.
(6) Tenha em sua mente que não existe outra luz.
(5) Não há outra oportunidade, hoje é o santo dia!
(3) Peça e Ele conduzirá seus passos bem firmes.
(1) Rumo a vitória final contra o mal, para a eternidade.

Só na eternidade (1) o próprio Deus alumia (2)
São promessas firmes (3) e não há nada mais certo (4)
Que se cumprirá um dia (5) e o próprio Jesus será a luz. (6)

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 22.03.2012

10:57

 

[Estilo: Poesia em Sextina]  Criada no século doze, por Arnaut Daniel, a Sextina é uma composição poética provençal formada por seis sextilhas e no final, um terceto – que é a coda. A Sextina é um poema decassílabo e seu sistema de rimas é montado com as mesmas palavras em todas as sextilhas e também na coda que segue a ordem da primeira sextilha. Por ter suas rimas elaboradas com a repetição das mesmas palavras, no final de cada verso, a Sextina é uma das formas poéticas mais difíceis.
Na organização da primeira estrofe é feita a numeração dos versos – de 01 a 06. Na segunda estrofe, a numeração começa com o último número da estrofe anterior, ou seja, o 06 e assim, cada estrofe é iniciada com o último número da estrofe anterior. É importante observar que a sequência dos números de cada estrofe (se somada) dará sempre o mesmo número (21), tanto na soma horizontal quanto na soma vertical. A coda não entra nessa contagem.

A sequência das palavras (rimas) na Sextina é a seguinte:

Primeira estrofe ....... 1, ....2,.. 3,.. 4,.. 5,. 6 = 21
Segunda estrofe ...... 6,.... 1,.. 5,.. 2,.. 4,. 3 = 21
Terceira estrofe .......3,.... 6, ..4, ..1,.. 2,..5 = 21
Quarta estrofe .........5, ....3,.. 2,.. 6,.. 1,. 4 = 21
Quinta estrofe ........ 4,.... 5, ..1,.. 3, ..6,. 2 = 21
Sexta estrofe .......... 2, ...4,.. 6, ..5,... 3,. 1 = 21
................................=... = ...=.. .= ...= ...=
................................21, 21, 21, 21, 21, 21

Coda ...................... Verso um (1, 2); verso dois (3, 4) e verso três (5, 6).

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